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Este é um dos vinhos de referência em Portugal e no mundo...

14/11/17 ECONOMIA Imagem

Pêra-Manca é a marca que a Fundação Eugénio de Almeida dedica aos seus vinhos de exceção. A sua qualidade é largamente conhecida, sendo um dos vinhos de referência em Portugal e também nos mercados internacionais. De acordo com a tradição, o nome de Pêra-Manca deriva do toponímico «Pedra Manca» ou «Pedra Oscilante» - uma formação granítica de blocos arredondados, em desequilíbrio sobre rocha firme. A fama do Pêra-Manca permitiu que fizesse parte dos mantimentos de muitas naus que viajaram para a Índia, no Tempo dos Descobrimentos. Foi ainda este o vinho que Pedro Alvares Cabral transportou nas suas naus quando chegou ao Brasil, em 1500, tendo sido servido aos índios nativos.

Com muita dignidade, e terminando num jantar enófilo comemorável, a Évora foram chegando os diversos jornalistas convidados para no Fórum Eugénio de Almeida, ao lado do mítico Templo de Diana no Centro de Évora e sermos recebidos pelo Conselho Executivo da Fundação cujo presidente é o Eng.º José Mateus Ginó de e os vogais Vogal -  Eng.º Pedro Miguel Baptista e Dr.ª Maria Rita Rosado.
De seguida a visita a uma exposição com cerca de 60 obras de arte contemporânea, intitulada “Uma fresta de possibilidades com curadoria de Filipa Oliveira e Luiza Teixeira de Freitas e que leva a Évora até 18 de Fevereiro de 2018 - 57 artistas.
Registe-se que a Fundação Eugénio de Almeida é uma Instituição portuguesa de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora, cujos fins estatutários se concretizam nos domínios cultural, educativo, social, e espiritual, visando o desenvolvimento humano pleno, integral e sustentável da região de Évora. É a única Fundação das que existem em Portugal que ganha o seu dinheiro com a atividade agrícola e este projeto filantrópico. Foi  criada por disposição testamentária de Vasco Maria Eugénio de Almeida. De entre o seu património, doado pelo Instituidor para ser o alicerce económico do desenvolvimento da Missão, destaca-se um conjunto de propriedades rústicas no concelho de Évora nas quais a Fundação desenvolve um projeto agropecuário e industrial. Prosseguindo a exploração do vinho, que desde tempos imemoriais se faz na região, a Instituição é também herdeira de uma longa história no sector vitivinícola, pois desde o final do século XIX que a cultura da vinha faz parte da tradição produtiva da Casa Agrícola Eugénio de Almeida. Sobre o vinho reza a historia que a tradição do vinho Pêra-Manca remonta à Idade Média. Reza também a história que, por volta de 1365, Nossa Senhora terá aparecido em cima de um espinheiro a um pastor. Alguns anos depois, foi edificado um oratório em sua honra e em 1458, dada a crescente importância do local como ponto de peregrinação, uma igreja. A posterior fundação de um convento, que viria a albergar a Ordem de S. Jerónimo seguiu-se-lhe. E, nos seculos XV e XVI, os vinhedos de Pêra-Manca eram propriedade dos Frades do Convento de Espinheiro. Em 1517, estes foram obrigados a arrendar os vinhedos - por ser muito dispendioso o seu trato – a Álvaro Azedo, escudeiro do Rei e a sua mulher, Filipa Rodrigues. Deles, fala D. João II, numa carta à Câmara de Évora. A fama do Pêra-Manca permitiu que fizesse parte dos mantimentos de muitas naus que viajaram para a Índia, no Tempo dos Descobrimentos. Foi ainda este o vinho que Pedro Alvares Cabral transportou nas suas naus quando chegou ao Brasil, em 1500, tendo sido servido aos índios nativos. Vendido nessa época a granel, foi recuperado no século XIX pela próspera Casa Soares, propriedade do Conselheiro José António de Oliveira Soares, que o transformou num vinho sofisticado.

O primeiro Pêra-Manca tinto, em 1990
Contudo, devido à doença da filoxera, que devastou as vinhas de toda a Europa, a Casa Soares deixou de o produzir. Foi o herdeiro da extinta Casa Soares, José António de Oliveira Soares quem, em 1987, ofereceu o nome do vinho à Fundação Eugénio de Almeida, que passou a utilizar como rotulo, a adaptação de um cartaz publicitário desenhado por Roque Gameiro. Procurando um produto de particular mérito, que estivesse à altura da excelência associada à sua denominação, a Fundação produziu o primeiro Pêra-Manca tinto, em 1990. Desde então foram apenas produzidas mais treze colheitas, em 1991, 1994, 1995, 1997, 1998, 2001, 2003, 2005, 2007, 2008, 2010, 2011 e 2013. Este número é justificado pelo elevado grau de exigência na seleção das colheitas que só poderão ser, naturalmente, de excecional qualidade.
O seu processo da criação começa desde logo na vinha, nos três talhões com 35 anos onde se cultivam as castas que fazem este tinto topo de gama – Aragonez e Trincadeira. A vindima é feita de forma criteriosa e as uvas apanhadas à mão, sendo posteriormente transportadas em caixas de 20 quilos para preservação máxima dos cachos.
Uma vez na Adega Cartuxa - Monte Pinheiros, junto à cidade de Évora, a uva é arrefecida durante 24 horas até atingir uma temperatura de 12 graus centígrados. «No dia seguinte, é escolhida rigorosamente. Os bagos são retirados do cacho e transportados por ação da gravidade, sem nunca serem bombados - para não haver dilaceração das películas - para os depósitos de carvalho francês onde irão fermentar», explica o seu atual criador, o enólogo Pedro Baptista. A partir daqui continua todo o trabalho minucioso que já tinha começado na vinha. As uvas são fermentadas separadamente, e o vinho, antes do corte final, estagia entre 18 e 24 meses, em toneis de carvalho francês, na cave da Adega Cartuxa – Quinta Valbom, hoje sede do Enoturismo. É só depois de decorrido este tempo, e de ter apreciado a sua evolução, que o enólogo elabora os cortes até à escolha final.
Nesta altura Pedro Baptista tem todos os sentidos em alerta. Prova e volta a provar. Por vezes dá os lotes a beber sem nunca dizer do que se trata para recolher opiniões. Envolve os seus colaboradores no processo e não prescinde das sugestões de outros elementos da Fundação Eugénio de Almeida. Mas é em absoluta solidão, muitas vezes à noite, «porque a noite é boa conselheira, o isolamento é maior», que o enólogo escolhe o lote definitivo. «Quando quero tomar a decisão final sobre os lotes vou para a adega sozinho. É um momento solitário e tenho dificuldade em não o fazer de outra maneira». Aí sente o peso da responsabilidade e repete as provas. «O exercício de produção de vinho é um exercício científico, técnico, objetivo, mas que também exige muita sensibilidade». E emoção. Porque aqui também está a sua marca. O seu cunho pessoal. Escolhido o lote final, o vinho é engarrafado. Segue-se novo estágio nas caves do Convento da Cartuxa, onde o silêncio e as condições térmicas deste espaço centenário, contribuem para a excelência deste vinho singular. Pedro Miguel Baptista, alentejano natural de Cabeço de Vide, concelho de Fronteira, 48 anos de idade, enólogo pela École Superieure d’Oenologie de Montpellier – França, realizou estágio na Adega Cartuxa, propriedade da Fundação Eugénio de Almeida em Évora onde em Junho de 1997 viria a colaborar como Técnico Vitícola. Foi nomeado Diretor Agrícola desta Instituição, passando em Novembro de 2004 a desempenhar o cargo de Diretor Vitivinícola da mesma Fundação e Enólogo da Adega Cartuxa.

Mudança do rótulo
O vinho Pêra-Manca pertence àquele universo restrito de produtos que não necessitaram de uma imagem arrojada para se tornarem altamente cobiçados e de grande prestígio. Talvez o facto de se tratar de um vinho de excecional qualidade e de produção limitada tenha sido o suficiente para justificar, durante tanto tempo, a imutabilidade, nunca posta em causa, do seu rótulo. Mas a Fundação Eugénio de Almeida entendeu que a excelência deste vinho merecia também uma apresentação visual à sua altura: assim, em 2006 o Pêra-Manca mudou de imagem.
E foi na Quinta do Valbom, um local junto de um espaço invulgar de silêncio e de elevação espiritual - O Mosteiro da Cartuxa; aqui onde os Monges Cartuxos levam uma vida solitária de oração, que o Pêra-Manca 2013 foi apresentado por entre o cante alentejano hoje Património Imaterial da Unesco, as castanhas assadas do S. Martinho ou não estivéssemos perante um vinho mítico que bem pode ser considerado um Património dos que os o vierem a adquirir do lote restrito de garrafas numeradas e registadas produzidas!

Selo de Autenticidade
Em 2015, aquando do lançamento da colheita de Pêra-Manca tinto 2011, a Fundação Eugénio de Almeida, apresentou um inovador sistema de segurança que permite ao consumidor garantir a sua autenticidade. O sistema consiste num código único, associado à utilização de uma imagem holográfica, incorporado na cápsula da garrafa, que pode ser validado no sítio da internet da marca, dando assim a garantia de aquisição de uma garrafa original.

A Fundação Eugénio de Almeida
Em 1963 nasce a Fundação Eugénio de Almeida, sediada em Évora, criada por Vasco Maria Eugénio de Almeida, cuja missão visa promover o desenvolvimento da região de Évora, nos domínios cultural, educativo, social e espiritual. É o projeto empresarial da Fundação, assente na produção vitivinícola e na exploração agro-pecuária e industrial, que a suporta financeiramente.
A Fundação tem a sua raiz patrimonial na próspera Casa Agrícola Eugénio de Almeida erguida em meados do século XIX. O grande impulsionador da produção vitivinícola da casa Eugénio de Almeida, Carlos Maria, teve no seu neto, Vasco Maria, um continuador merecido da tradição familiar. Os investimentos que foram feitos na vinha, culminaram na construção de duas novas adegas na Herdade de Pinheiros, antigo centro de lavoura da Fundação Eugénio de Almeida, em 2007 e 2016. Atualmente, na Adega Cartuxa produzem-se cerca de quatro milhões de garrafas por ano, na sua maioria dedicadas a nichos de mercado bem demarcados. A defesa das castas regionais continua a ser premissa da Fundação, que tem em seu poder cerca de 450 hectares de vinha, em produção, distribuídos pelas quintas de Pinheiros, Casito, Álamo da Horta e Valbom.

 

 

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