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Uma leitora muito especial

05/08/17 ATUALIDADE Imagem

Maria Rosa Granado de Almeida nasceu em 1908, celebrou recentemente 109 anos. Filha de Ricardo Augusto Granado e Laura de Oliveira Granado, Maria Rosa é a assinante com mais idade do ‘Mundo Português’ e espera continuar a sê-lo até 2020, altura em que quer renovar a assinatura do seu semanário favorito.

Maria Rosa ainda consegue ler muito bem todas as páginas do jor­nal, escreve, assina e usa o telemó­vel diariamente sem o auxílio de ócu­los. Anda livremente sem qualquer apoio, mas claro, sem pressas, nem correrias.

A nossa assinante é uma autên­tica máquina de calcular que ainda consegue fazer contas de multiplicar sem qualquer apoio, bem como dizer a tabuada de cima a baixo sem errar e, como se não bastasse, tem uma notável capacidade para o cálculo e faz contas de cabeça, de forma expontânea como muitos jovens não conseguiriam, com um raciocínio rápido e assertivo.

Ao jornal Mundo Português Maria Rosa falou um pouco do seu passa­do e daqueles que a acompanharam ao longo da sua vida.

Fizemos uma viagem no tempo, onde nos explicou como o seu pai, Ricardo Augusto Gra­nado, deixou a sua terra, Almendra, em Vila Nova de Foz Côa, com ape­nas 11 anos de idade para vir tra­balhar para Lisboa, mais concreta­mente na antiga ‘Afonso Viana’, onde ajudou a implantar as manteigas da empresa no mercado.

Mais tarde, veio a formar a Sociedade Vilarinho & Ricardo sediada na Rua da Prata, a mesma rua onde guarda na recor­dação o número 227, onde habitava.

A sociedade tinha vários arma­zéns, fábricas e uma torrefação, perto de Campo de Ourique. Infelizmente, mais tarde, o seu pai viria a adoe­cer durante dois anos e acabaria por morrer.

Deixou a sociedade ao seu só­cio, Sr. Vilarinho, que criou juntamen­te com novos associados aquele que seria um dos cafés mais conhecidos e populares de Lisboa na sua altu­ra, o Café Chave D’Ouro, inaugura­do em 1916, no local de uma anti­ga casa de ferragens com o mesmo nome, no Rossio.

Ocupava um edifí­cio inteiro onde funcionavam restau­rante, café, salão de chá, tabacaria, barbearia e era o café com mais me­sas de bilhar da capital. A entrada principal apresentava, sobre a porta, uma escultura de pedra de lioz, re­presentando um anjo de asas aber­tas, imagem de marca do café que mais tarde seria substituída por uma mais modernista.

(...) Maria Rosa Granado de Almei­da orgulha-se em dizer que lê sema­nalmente o jornal ‘Mundo Português’, sem saltar uma página. Não leio outro jornal, o ‘Mundo Português’ é o melhor jornal. Gosto muito de ler, referiu (...)

Orgulhosa relembrou o marido foi um casamento de amor, desabafou com saudade e acrescentou, eu não me dediquei a nenhuma profissão, naquele tempo era assim. Naquele tempo era só piano. Hoje já não toca piano mas gosto muito de ouvir, referiu ao nosso repórter. Gostava muito de dançar o tango, mas agora já não, acrescentou com um sorriso.

Acerca dos 109 anos que comemorou com a família numerosa, entre filhos, netos e bisnetos, referiu nunca pensar chegar a esta idade, já estou um pouco cansada. Não é de ninguém é de mim, desabafou. Maria Rosa Granado de Almei­da orgulha-se em dizer que lê sema­nalmente o jornal ‘Mundo Português’, sem saltar uma página. Não leio outro jornal, o ‘Mundo Português’ é o melhor jornal. Gosto muito de ler.

Quando lhe perguntámos se ainda consegue ler as letras pequeninas exclamou com energia: - por amor de Deus, e começou a ler um pequeno texto do jornal em voz alta. É caso para dizer que ler e assinar o ‘Mundo Portu­guês’ dá saúde e faz viver mais anos. Com assinantes assim este jornal terá uma vida muito longa e como sem­pre na defesa dos valores familiares, geracionais e da Língua Portuguesa.

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