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Um automóvel novo. Eléctrico ou a hidrogénio?

13/07/17 CIÊNCIA Imagem

Em muitos aspetos, o hidrogénio é o combustível perfeito. É o que apresenta a combustão mais limpa e mais eficiente. O hidrogénio pode produzir eletricidade e a eletricidade pode produzir hidrogénio, criando um ciclo energético renovável e inócuo para o ambiente. O hidrogénio combina-se quimicamente com a maioria dos elementos e, por isso, é utilizado como químico industrial numa vasta gama de aplicações há vários anos. Em veículos, o hidrogénio pode utilizar-se como combustível de duas maneiras: para produzir eletricidade numa célula combustível para a opção mais ecológica; ou num motor de combustão interna, onde as emissões são, ainda assim, significativamente mais reduzidas do que com outros combustíveis.
O hidrogénio é o elemento mais abundante na natureza, constituindo cerca de três quartos da massa do universo. O hidrogénio encontra-se na água que cobre 70% da superfície terrestre e em toda a matéria orgânica, tem a maior energia de combustão por quilo em relação a qualquer outro combustível, o que o torna mais eficiente em termos de peso do que os combustíveis usados atualmente.Por outro lado ao contrário dos combustíveis à base de carbono, o hidrogénio não produz subprodutos nocivos durante a combustão. Quando o hidrogénio é combinado com oxigénio numa célula combustível, apenas são produzidas energia e vapor de água.

 Pode produzir-se um automóvel a hidrogénio?

   Já existem protótipos de veículos eléctricos das principais marcas a hidrogénio (por exemplo, fabricados pela Mercedes, Ford, Chrysler, General Motors e Toyota) colocando este conceito em experimentação. A dificuldade principal que o hidrogénio apresenta é o de ser o menos denso de todos os gases, pelo que o conteúdo energético de um dado volume é  cerca de 10 vezes inferior ao gás natural em idênticas circunstâncias.

   Assim, o seu transporte e armazenamento tornam-se mais difíceis, por unidade de energia transportada ou armazenada, que a dos gases combustíveis fósseis a que estamos habituados. Os processos considerados vão da simples compressão, à liquefacção e ao armazenamento em hidretos metálicos, compostos com hidrogénio e capazes de absorverem uma grande quantidade do gás na sua estrutura molecular.

   No entanto a liquefacção a -253 ºC é particularmente complexa e, portanto, dispendiosa, com um consumo de energia que corresponde a 1/3 do conteúdo energético do hidrogénio liquefeito. Contudo, isto pode ser muito interessante no futuro porque 1 kg de hidrogénio tem um conteúdo energético (33,3 kWh/kg) cerca de três vezes superior ao da gasolina.

O notável deste combustível é o de ser completamente limpo na sua utilização, ser produzido de modo totalmente limpo e não exigir mudanças substanciais relativamente às práticas actuais de consumo de energia ao permitir utilizações em tudo semelhantes às dos combustíveis convencionais actuais, pelo que apresenta as características adequadas para poder ser considerado um vector energético do futuro.

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