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Foi um dos mais poderosos castelos beirões...

27/06/17 CULTURA Imagem

O Castelo de Penamacor está localizado na vila, freguesia e concelho de Penamacor, no distrito de Castelo Branco. Foi construído no alto de uma rocha, entre a ribeira de Ceife e a ribeira das Taliscas, afluentes de um rio que deságua no Tejo...

Situado num cabeço rochoso, está integrado entre uma paisagem rural e a vila, terndo a torre de menagem isolada sobre grandes rochas de granito.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, os domínios de Penamacor foram conquistados por D. Sancho I (1185-1211), que os doou à Ordem dos Templários, em 1189. A sua fundação remonta dessa altura, erguido sobre vestígios castrejos (anteriores à conquista romana da península Ibérica).
Visando o seu repovoamento, uma década depois da doação (em 1199), o soberano concedeu Carta de Foral à povoação, ratificada em 1209.
Datará possivelmente dessa época o início da edificação do castelo. Recentes pesquisas arqueológicas no Cimo da Vila, feitas em 2003, ainda não confirmam uma ocupação anterior.
O relatório do resultado dessa campanha arqueológica refere que foram definidas “duas fases de ocupação mais significativas, com acentuadas diferenças ao nível dos respectivos materiais: uma dos séculos XIII e XIV, finalizada por destruição; outra dos séculos XV e XVI, terminada em abandono“.
Em 1262 D. Afonso III (1248-1279) ali instituiu uma feira anual. Depois, com D. Dinis (1279-1325) ergueram-se torres e extensas muralhas que cingiram a vila, enquanto com D. Fernando (1367-1383) e com D. João I (1385-1433) foram feitas novas obras nas muralhas - por causa das inovações que então surgiram na artilharia.
Já no século XVI, D. Manuel (1469-1521) adiciona-lhe a torre de vigia e mais tarde, durante a Guerra da Restauração, realizou-se o acrescento de novas muralhas, seis baluartes e três meio-baluartes.
Nesse século foi também construída a Casa da Câmara, integrada na porta de acesso à vila. Esta porta, juntamente com a imponente Torre de Menagem e algumas partes dos antigos baluartes seiscentistas são tudo o que resta daquele que já foi um dos mais poderosos castelos beirões.

Anos de abandono
A partir de meados do século XVII, no contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, Penamacor voltou a ter uma importância estratégica sobre a fronteira.
Por isso, o Conselho de Guerra de D. João IV (1640-1656) determinou a modernização e reforço das suas defesas, visando a sua adaptação aos avanços da artilharia. Poucas décadas mais tarde, em 1739, um trágico acidente fez saltar a torre de menagem, então utilizada como paiol de pólvora, destruindo-a.
O progresso urbano registado no século XIX trouxe a retirada da guarnição militar de Penamacor e as muralhas foram progressivamente sendo destruídas: as pedras foram reaproveitadas pelos habitantes da região.
Em 1874 Baltasar Pereira da Silva pediu autorização para se desmantelar um baluarte, tendo a Câmara concedido 30 carros de bois para o transporte do material…
O abandono manteve-se até ao início da década de 40 do século XX. Uma informação datada de 1933 dá conta de que a cisterna estava entulhada pela municipalidade, subsistindo cinco portas das antigas defesas.
Tudo mudou a partir da instalação do Museu Municipal, nas dependências dos antigos Paços do Concelho, a partir de 1943. Do conjunto restam a ‘Domus Municipalis’ e a Torre de Menagem, numa das extremidades, onde se rasga uma porta de entrada para a antiga vila. Rodeando as escarpas do castelo medieval, notam-se ainda trechos dos antigos baluartes seiscentistas.
O castelo e a fortaleza de Penamacor foram classificados como Monumento Nacional por Decreto publicado em 1973.
Em anos mais recentes, os acessos à Torre foram melhorados com a instalação de uma escada e um miradouro no seu topo.
O conjunto da zona histórica da vila também sofreu algumas melhorias, com a recuperação da torre do relógio e da antiga ‘Domvs Municipalis’, onde a Câmara de Penamacor instalou o seu posto de turismo.

Penamacor
Acredita-se que a primitiva ocupação humana da região onde está implantada a vila de Penamacor remonte a um castro pré-histórico. “Alguns estudiosos pretendem ser esta localidade a terra natal de Vamba, último grande rei dos Godos, que governou a península entre 672 e 682”, lê-se na informação do site da autarquia na Internet. Por ali, terão cruzado celtas e túrdulos nas suas deslocações peninsulares.
Quando as legiões romanas chegaram, depararam com a resistência dos lusitanos, tribos aguerridas que viviam essencialmente da pastorícia. O surto de romanização deixou marcas evidentes em toda a região, facto a que não é alheia a presença de Egitânia (Idanha-a-Velha) nas proximidades, um importante aglomerado urbano, ao que se crê, de fundação do imperador romano Augusto. Durante vários séculos o território foi sucessivamente ocupado por suevos, vandalos, visigodos e muçulmanos, até que, em finais do séc. XII, D. Sancho I consolida definitivamente a sua conquista aos mouros.
Com uma população a rondar os seis mil habitantes, o concelho tem uma densidade populacional na casa dos 11,8 habitantes por quilómetro quadrado, pouco mais de metade da média da Beira Interior Sul e muito abaixo dos índices da Região Centro e nacionais. A economia do concelho gira, em grande parte, à volta dos recursos locais, com particular destaque para a silvicultura e a pequena indústria agro-alimentar baseada no olival e na criação de gado bovino, ovino e caprino. A exploração agro-florestal e o desenvolvimento turístico, tirando partido da paisagem, da ruralidade, dos próprios recursos hídricos, são ainda setores geradores de oportunidades de crescimento económico.

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