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Fátima: Santuário apresentou as imagens oficiais de Francisco e Jacinta

09/05/17 ATUALIDADE Imagem

Os retratos têm por base as fotografias utilizadas na beatificação em 2000. A cor das vestes foi decidada a partir de uma pesquisa etnográfica feita pela autora, a lusodescendente Sílvia Patrício.

Forma apresentados ontem os retratos oficiais dos mais jovens santos não-mártires da Igreja Católica, Francisco e Jacinta Marto. As imagens dos dois pastorinhos têm por base as fotografias utilizadas na beatificação em 2000, mas com uma formulação plástica que mostra a psicologia dos dois santos, explicou a postuladora da causa de canonização dos Beatos Francisco e Jacinta Marto.
“Mais que uma fotografia, estes retratos apresentam uma formulação plástica que mostra a psicologia dos dois santos, a forma particular como estes se relacionaram com Deus e as expressões peculiares da sua santidade.
Quis-se que os retratos não se afastassem da efígie que o povo de Deus reconhece como identificadora dos representados; por esta razão se tomaram as mesmas fotografias que já no ano 2000 haviam sido colocadas na fachada da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, aquando da beatificação de Francisco e Jacinta”, começou por dizer a Irmã Ângela Coelho.
A Postulação da Causa dos Pastorinhos confiou à pintora Sílvia Patrício a missão de representar São Francisco Marto e Santa Jacinta Marto. A fotografia que está na base desta representação foi tirada em Aljustrel, dias antes de 13 de outubro de 1917. As vestes dos pastorinhos, que há cem anos as fotografias apresentaram a preto e branco, ganharam agora cor a partir de uma pesquisa de sabor etnográfico que a artista plástica realizou.

Detalhes dos retratos
Os atributos mais claros são o terço que ambos têm na mão e a candeia desenhada a partir de uma candeia histórica que pertencera à família dos videntes, ao tempo das aparições. “Cada uma das candeias aparece caracterizada com uma luz especial, relacionada com a ligação que os videntes tinham com os astros luminosos”, revelou a Irmã Ângela Coelho, explicando que Jacinta gostava mais da ‘candeia’ de Nossa Senhora, a Lua e Francisco preferia a ‘candeia’ de Nosso Senhor, o Sol.
Na auréola, o elemento iconográfico da Igreja para significar a ideia de santidade, a pintora incluiu vários símbolos que descrevem a relação das figuras com a sua história e representam alguns dos seus traços de santidade. Francisco tem inscritas na auréola a silhueta do Anjo de Fátima, a sarça ardente, símbolo bíblico da adoração a Deus, e as espécies. Na auréola de Jacinta veem-se a figura do papa e a figura da Virgem Maria, representada com o seu Coração Imaculado, um símbolo que foi também incluído no cimo da auréola e exprime o coração generoso da menina na sua entrega.
Há diferenças também no olhar de cada um dos agora santos. Jacinta olha de frente para o observador, “em atitude de interpelação”, enquanto Francisco ergue os olhos ao alto “apontando para uma atitude eminentemente contemplativa”, define a Irmã Ângela Coelho. “A disposição dos santos na fachada da Basílica não assume a que aparece na fotografia de 1917, mas coloca primeiro Jacinta Marto, como primeira anunciadora dos acontecimentos de Fátima. As pinturas foram adaptadas ao campo visual das telas que serão expostas na fachada da Basílica”, revelu ainda.
A designer Inês do Carmo, que concebeu as enormes telas a partir das pinturas da artsta plástica, realizou ainda a pagela (uma pequena folha quedeverá conter uma imagem sagrada e uma oração) que será distribuída no dia da canonização.
Sílvia Patrício, 43 anos, nascida em Vincennes, França, é licenciada pela Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha. A sua primeira exposição individual, ‘O outro lado’, data de 1997 e desde então tem apresentado várias obras, sobretudo em Leiria, mas também em locais como Coimbra, Porto, Cascais, Salamanca (Espanha) e Paris (na Casa de Portugal). O seu mais recete trabalho é a coleção ‘HUMANÁRIO - Do Génesis à perceção humana’, apresentada ao público em 2016 no Edifício do Banco de Portugal, em Leiria, e, em 2017, no Centro Cultural de Cascais.

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