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Navio-Escola Sagres já começou a viagem de 2017

05/05/17 COMUNIDADES Imagem

No Rio de Janeiro vai participar nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, com presença do Presidente da República

O primeiro destino da Sagres foi Sines, primeiro porto da viagem e onde chegou a 28 de abril para participar na ‘Tall Ships Regatta’, o encontro de grandes veleiros organizado pela ‘Sail Training International’ (STI) e pela Aporvela. Integra agora a regata entre Sines e Las Palmas, permanecendo nas Canárias de 6 a 8 de maio, informa a Marinha no seu portal na internet. Em todos os portos onde ficar, o navio de instrução dos cadetes da Escola Naval será aberto à visitação pública.

Rumo ao Brasil
A travessia do oceano Atlântico prossegue, levando o navio-escola da Marinha Portuguesa ao Mindelo, em Cabo Verde, entre 16 e 19 de maio.
Ruma depois até ao Brasil, chegando ao Rio de Janeiro a 8 de junho e ali permanecento até ao dia 13 de junho. O objetivo é participar nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, com presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
O porto seguinte será Santos, no estado de São Paulo, onde ficará de 15 a 18 de junho, ali acolhendo os eventos do Dia da Defesa Nacional, com presença do Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello. O último porto no Brasil será Salvador, estado da Baía onde permanecerá entre 26 e 29 de junho.
No porto de Salvador irão embarcar os cadetes do 2º ano da Escola Naval (EN), iniciando então a travessia atlântica de regresso a Lisboa, onde chega a 5 de agosto. Antes irá visitar a Cidade da Praia, em Cabo Verde, entre 15 e 17 de julho, e o Funchal, na Ilha da Madeira, de 28 a 31 de julho, informa ainda a nota divulgada pela Marinha Portuguesa.
A 20 de agosto vai iniciar uma nova viagem de instrução, desta vez com os cadetes do 1º Ano da EN, atracando em Leixões de 23 a 25 de agosto. Segue depois para Le Havre, em França, onde se volta a reunir com os demais grandes veleiros no último porto da regata da STI, de 31 de agosto a 3 de setembro, regressando a Lisboa em 9 de setembro.

Um 'Embaixador Itinerante'
Com 90 metros de comprimento, o veleiro NRP Sagres foi construído nos estaleiros navais Blohm & Voss, na Alemanha, em 1937. Era o terceiro de uma série de quatro navios encomendados pela Marinha Alemã (Kriegsmarine), que incluía o Gorch Fock (1933), o Horst Wessel (1936) – actual Eagle da United States Coast Guard, e um quarto navio ao qual foi dado o nome Herbert Norkus (1939), mas que não chegoua a ser concluído, por entretanto ter eclodido a II Guerra Mundial.
No final da guerra, aquando da partilha dos despojos pelos vencedores, o Horst Wessel e o Albert Leo Schlageter couberam aos Estados Unidos. No entanto, apesar dos esforços do comandante americano da Base Naval de Bremerhaven, não foi possível encontrar, nos Estados Unidos, uma instituição que quisesse ficar com este navio. Ao fim de três anos, acabou por ser cedido à Marinha do Brasil, com o intuito de fazer face aos danos causados pelos submarinos alemães aos seus navios, durante a guerra. Em 1961 foi adquirido por Portugal, no sentido de substituir a antiga Sagres, que, curiosamente, também havia sido navio alemão.
Navega há 80 anos, 55 dos quais com a bandeira de Portugal. “O NRP Sagres é sinónimo de sólida formação para os cadetes da Escola Naval, através de viagens de instrução que decorrem, as mais das vezes, em latitudes e mares muito adversos, e em ambiente propício ao emergir de valores como a determinação, a resiliência, a entreajuda, o espírito de equipa e a sã camaradagem”, lê-se na história deste veleiro publicada no portal da Marinha.
Para além de integrar o programa de instrução dos cadetes da Escola Naval, o Sagres “leva um pouco de Portugal a muitos portugueses espalhados pela diáspora, estreitando os laços entre as comunidades e as suas origens”, destaca ainda. Nos portos de escala, inclui um programa vasto de visitas a bordo, de divulgação e representação por parte da sua guarnição, além de eventos organizados juntamente com os parceiros da Marinha que se associaram àquela viagem.
É apelidado de ‘Embaixador Itinerante’ do país, já que contribui para a afirmação de Portugal no mundo, em apoio às deslocações do Chefe de Estado e dos membros do Governo, por ocasião de cimeiras e de grandes eventos internacionais.
É sempre acolhido com carinho pelas comunidades portuguesas na diáspora “e contribui para a divulgação dos nossos valores, da nossa cultura e dos nossos produtos, reforçando a autoestima e o orgulho dos portugueses espalhados pelo mundo”.

Ana Grácio Pinto

 

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