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Na Suíça há projetos que desenvolvem competências e estimulam o interesse pelo português

26/04/17 COMUNIDADES Imagem

Jogos, leituras dinâmicas, o apelo à imaginação: atividades que motivam os alunos de Língua e CUltura Portuguesa na sala de aula

São vários os projetos dinamizados por docentes de Portuguêscom o apoio do CEPE-Suíça (Coordenação do Ensino português na Suíça) e a tutela do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua. Em comum têm o facto de serem um contributo importante para o ensino do português e para a manutenção do interesse dos alunos na aprendizagem desta língua.
“Todos os projetos da CEPE-Suíça contribuem para a consecução das finalidades do EPE porque constituem mais uma ferramenta para assistir crianças e jovens de background migratório no seu percurso escolar e pessoal, ajudando-os na construção da identidade e na integração na sociedade de acolhimento. Além disso, são uma fonte de renovação que alimenta a motivação não só dos alunos, mas também dos professores no seu trabalho docente”, explica Lurdes Gonçalves.

Uma abordagem distinta à leitura
Henrique Estevinho está há dois anos a lecionar na Suíça, primeiro no Cantão de Vaud e, atualmente, no Cantão de Neuchâtel. No âmbito da docência, dinamiza o projeto ‘O Ensino da Leitura’, que apresenta como um conjunto de práticas e metodologias que nasceu “da especificidade contextual do ensino português no estrangeiro, concretamente na Suíça”. “Verifiquei que o público-alvo exigia um diferente enfoque, no que ao ensino da leitura concerne, facto que orientou o estudo e o fomento de estratégias e atividades que permitissem o desenvolvimento da competência leitora”, explica. O projeto começou a ser implementado no decurso deste ano letivo, em particular nos níveis B1, B2 e C1 e trata a leitura numa perspetiva “da exploração do sentido textual” e não tanto do trabalho da leitura “como um processo mecânico e mais estático”. Isto porque, revela, a grande dificuldade dos alunos não se centra em adquirir competências de fluência na leitura, mas sim na compreensão e descodificação das mensagens veiculadas nos textos. As atividades têm captado o interesse dos alunos, justamente por oferecerem uma abordagem distinta à leitura e ao estudo do texto. O método de ensino inerente a este projeto recai no desenvolvimento da compreensão dos diferentes tipos de textos e na exploração semântica de escritos previamente selecionados e adequados ao nível e ao contexto dos alunos. Henrique Estevinho destaca que o trabalho realizado durante e após a leitura de um texto específico tem por objetivo desenvolver a competência de leitura ao nível da fluência e compreensão, sempre com o aluno a desempenhar “um papel ativo e de descoberta”.

Motivar a partir de um jogo
A heterogenidade das suas turmas, tanto a nível etário, como do conhecimento da língua, levou a professora Paula Rodrigues a dinamizar um projeto, que é, na verdade, um jogo. O ‘Jogo da Glória’ foi pensado como uma resposta à necessidade “de desenvolver tarefas agregadoras do interesse de todos, mantendo e rentabilizando a diferenciação”, explica a docente, que já leciona há 21 anos na Suíça.
Paula Rodrigues diz que ao começar a dinamizar esta atividade, tinha em mente promover o encontro entre os alunos e permitir a abordagem dos temas dos manuais de uma forma lúdica e autónoma, ao mesmo tempo em que fomentava o trabalho em parceria. “Todos os meus alunos do 1° ao 9° ano (níveis de proficiência A1, A2 e B1) estiveram envolvidos na dinamização da atividade”, congratula-se, lembrando que, em geral, os jogos desenvolvem nos alunos, competências e habilidades importantes, como “o trabalho em grupo, a crítica construtiva, o compromisso, a competição aliada ao respeito pelo outro...”
No caso particular do ‘Jogo da Glória’, diz que os seus alunos “foram guiados a identificar e relembrar conteúdos trabalhados nas aulas, a desenvolver a capacidade de síntese, a escrever e interpretar corretamente as tarefas do jogo e a desenvolver ou demonstrar competências comunicativas na língua portuguesa em combinação com o alemão, o francês e o ingles”. “E, claro, eles e eu esperavamos divertir-nos”, confessa.
A professora recorda que a escolha não foi difícil, já que este é um jogo de tabuleiro de regras básicas simples e passíveis de alterar para que se torne mais apelativo. “De entre os jogos que temos na sala de aula, o Jogo da Glória por temas era o mais requisitado”, recorda. O problema estava no facto de apenas seis alunos o poderem jogar ao mesmo tempo. A solução pensada pela docente foi levar os estudantes a construirem o seu próprio jogo, para poderem jogar todos ao mesmo tempo, em grupos. “E a motivação pelo trabalho estaria garantida”, acrescenta.
O resultado, não poderia ter sido melhor, como recorda: “os alunos reagiram muito bem. Construiram o jogo passo a passo, atingiram os objetivos que era suposto e superaram as minhas espectativas. Adoram jogar. Os jogos estão na escola, à disposição de todos os alunos, e podem ser levados para casa e devolvidos, como os outros jogos ou os livros da biblioteca”, conta Paula Rodrigues. O objetivo principal dos alunos é o jogo e a diversão, mas a brincar, “avançam nas etapas de elaboração, trabalham conteúdos que de outra forma lúdica brincam com as palavras, aprendem uns com os outros e, no final, desenvolveram competências consideráveis a nível da língua e cultura portuguesas”. Era o que a professora pretendia.

Falar melhor com a ajuda de atividades dinâmicas
Outro projeto de sucesso é o ‘Desenvolver a Oralidade’. Quem o dinamiza é a professora Cristina Reis, há quatro anos a lecionar Língua e Cultura Portuguesas na Suíça. Tudo começou na I Jornada EPE-Suíça, realizada em 2014, quando apresentou um workshop subordinado ao tema da escrita criativa. “Gostei da dinâmica que se criou com os colegas. Assim, não hesitei em participar ativamente nestas segundas jornadas. No início tinha optado por debruçar-me sobre a leitura, mas o tema já havia sido escolhido por outro colega, o que me levou a escolher o tema ‘Desenvolver a Oralidade’”, explica.
As atividades que realiza junto dos alunos têm em conta o facto de verificar que “a oralidade é o parente pobre das várias competências”. “Isto é, é a competência que acaba por ficar para segundo plano. A gramática e a escrita, por exemplo, vêm quase sempre em primeiro plano. Muitas vezes achamos que todos sabem falar português, logo não é necessário treinar e desenvolver o falar”, sublinha.
Mas a verdade é que no contexto de alunos que muitas vezes falam português apenas em casa com os pais, é necessário “realmente desenvolver a oralidade”, defende a professora que diz ser importante o desenvolvimento de atividades “estimulantes e motivadoras” que prendam a atenção dos alunos e os façam ter vontade de participar. E revela como o faz.
“Por que não “pôr a mesa” se vamos simular a situação num restaurante? Ou apresentar uma pintura de um artista em que o aluno a descreva, declamando no final um poema que esteja relacionado com essa pintura? Também se pode recorrer a dados, cujas faces contêm diversas imagens e que obrigam os alunos a inventarem uma história”, exemplifica. Outra atividade que propõe é entregar um cordel com vários elementos a um aluno e pedir-lhe que conte uma história, referindo todos esses elementos. Cabe a esse aluno preparar outro cordel e entregá-lo a um colega. E para níveis mais elementares, “um simples jogo da memória ou o dominó são potenciadores de mais oralidade”, refere.
Da parte dos seus alunos, nota uma reação positiva a estas atividades, mesmo que no início se mostrem “um pouco inibidos”. “Mas se formos persistentes e recorrermos habitualmente a este tipo de atividades, acabam por habituar-se e sentirem-se motivados”, conclui.

Ana Grácio Pinto

SISAB Portugal

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Mario Fazenda

Parabéns ao Mundo Português


Vicentina Coelho

o + importante de tudo é voces publicarem a historia,, e lindo


Alvaro Rodrigues

Bom Dia para todos voces desse Mundo Português. Saudades desse lindo Porto que eu vivi nos meus anos de 50 a 1955. Um grande abraço e continuem mandando lindas fotos.


Maria Aurora Ribeiro

Um domingo maravilhoso para todos nós Portugueses espalhados pelo mundo eu moro no Brasil tenho muita saudade da minha terra natal beijinhos


Maria Isilda Sousa Faria

Muitos saludos aos portugueses pelo mundo fora desde caracas venezuela


Fatima Alves de Andrade

Felicitacoes! Temos que celebrar o que e nosso.


Ailton Aurora Alves

Bom dia e boa tarde para meu Portugal que amo de paixão !!!! muitos beijos para todos os Portugueses


Ayelen De Jesús Correia

Muitos parabéns ao Dr Carlos Morais, pelo trabalho realizado para o benefício da comunidade Português no mundo. Um prazer ter conhecido a o Sr Carlos e tudo o equipe do O Emigrante/ Mundo Português.


Jose Maria Monteiro

11.10.15 - Da cidade de CALW - Alemanha BADEN WURTENBERG Bom dia para todo o Mundo e, um bom Domingo para todos os meus amigos !!!


Armando Figueiredo

Johannesburg, Africa do Sul... Tempo maravilhoso,..um optimo dia pessoal!...


Silvia Leiva

olá! desde Santa Fe, na Argentina,um beijo para todos os portugueses. cá, esperando que a primaveira chegue de verdade :P faz frio ainda!!!!! carinhossss


Isabel Loyola

Parabéns pela página! Sou brasileira de Curitiba e leio-a com imenso prazer.


Maria Esteves?

Desejo a todos os emigrantes portugueses muita sorte e muita saúde


Maria Clara

Obrigada por esta página; pois tudo q diz respeito a Portugal me interessa, pois eu moro no Brasil; um abraço.


Maria Rosa

Muito bom mesmo!!! Meus parabéns a todos, tenham um bom dia.




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