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Arquiteto da Guarda cria monumento em homenagem aos soldados luso-americanos e portugueses nos EUA

05/04/17 COMUNIDADES Imagem

O monumento honrará os feitos desses combatentes que contribuíram para a construção da nação americana e para a edificação da Paz e da Liberdade em vários pontos do globo.

António Saraiva é o arquiteto responsável pela materialização de um monumento em homenagem aos soldados Luso-Americanos e Portugueses que prestaram serviço nas Forças Armadas dos EUA ao longo da sua história, a executar em Newark, no estado de New Jersey. O monumento honrará e imortalizará os feitos desses combatentes que contribuíram para a construção da grande nação americana e para a edificação da Paz e da Liberdade em vários pontos do globo.
Ao 'Mundo Português', o arquiteto explicou como decorreu o processo de criação do monumenrto e o que o inspirou...

Como é que surge a oportunidade de construir este monumento em Newark?
A oportunidade para a execução do monumento em homenagem aos soldados luso-americanos e portugueses que serviram nas Forças Armadas dos Estados Unidos da América surgiu há cerca de três anos, ao ter tomado conhecimento do concurso internacional que estava a decorrer. Analisado o regulamento, as condições e desafios que faziam parte do mesmo, achei que era um projeto motivador e como tal avancei para esse repto.

O que o levou a propor este monumento?
A solução final não é mais do que a resposta às solicitações que eram propostas pela Comissão Organizadora. Deveria ser uma proposta que se conjugasse com a envolvente, que para além do grande objetivo que era honrar e imortalizar de uma forma perene os feitos dos Combatentes, deveria também proporcionar condições de estar, de reflexão e de contemplação.

Em que se inspirou?
A solução encontrada para o monumento assenta em dois elementos. Um, a base que nos remete para o xadrez enquanto jogo de batalha e estratégia, e, o outro a dupla espiral enquanto símbolo de evolução e de movimento ascendente e progressivo, normalmente positivo, auspicioso e construtivo.
Ao longo da história os vários povos e culturas interpretaram as espirais como um entendimento do Cosmos, da energia vibrante e da vida.

Qual é a sua ligação com a cidade e com a comunidade portuguesa em Newark? Qual é a importância para si em realizar esta obra?
Quando parti para este desafio de participar com uma proposta para este monumento, houve um alento suplementar por se tratar da cidade de Newark e por a ela estar ligado há já alguns anos.
Esta minha ligação a Newark e à comunidade portuguesa aí sediada iniciou-se, e tem sido desenvolvida a partir de uma grande associação aí localizada e que é o “Centro Cultural Os Serranos”. Desde há alguns anos que comecei a colaborar com os elementos que fazem parte dessa instituição, gente boa, dinâmica e de causas. E quando se colabora com gente assim, que tem por objetivos a dinamização e promoção da cultura portuguesa e das potencialidades da Região da Serra da Estrela, e, contribuir para o bem comum, com mais vontade se fica de poder ajudar no que nos é possível.
Como tal, se o desafio de poder executar um monumento desta natureza, já por si seria interessante, fosse em que parte do mundo fosse, aqui, a satisfação que me dará faz muito mais sentido.
E claro que em termos de realização pessoal será sem dúvida um orgulho poder implantar em território americano uma pequena marca de autoria portuguesa e guardense.

Que reações espera suscitar nas pessoas? Qual a mensagem que pretende transmitir?
Espero que este elemento escultural consiga criar interação com os cidadãos que o contemplem e vivenciem, e que por ele consigam assimilar a ação, a atitude e entrega dos soldados que aqui pretendem ser homenageados, à grande nação americana e à edificação da Paz e da Liberdade por vários pontos do globo, e do sacrifício humano não só desses homens e mulheres, mas também dos seus familiares.

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