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Portugal teve a segunda maior queda da taxa de desemprego na zona euro

05/04/17 ECONOMIA Imagem

A taxa de desemprego em Portugal desceu dos 12,2% apontados em fevereiro de 2016, para 10% registados em fevereiro deste ano, confirmou o Eurostat no dia 3 de abril

A taxa de desemprego em Portugal desceu de 12,2%, número de fevereiro de 2016, para os 10% registados em fevereiro deste ano, revelou no dia 3 deste mês o Eurostat. O gabinete de estatísticas da União Europeia refere que apenas Espanha registou uma queda maior no desemprego, em termos nominais, já que no país vizinho a taxa desceu de 20,5% (fevereiro de 2016) para 18% (fevereiro de 2017).
Esses números indicam que estes são os números mais baixos desde 2009. Mas, por outro lado, Portugal continua a ter a quarta taxa de desemprego mais elevada da zona euro, a par de França. No total dos países da UE (incluindo os que não integram a zona euro), Portugal apresenta a sexta maior taxa de desemprego.
O Eurostat revela que há 19,750 milhões de homens e mulheres desempregados na União Europeia, 15,439 milhões dos quais viviam nos países do euro. Em comparação com 2016, havia menos 1,852 milhões de pessoas desempregadas na união e menos 1,246 milhões na zona euro.
Quanto a janeiro, o Instituto Nacional de Estatística (INE) já tinha revisto em baixa de 0,1 pontos percentuais a taxa de desemprego - para os 10,1%. O que significava que os valores do primeiro mês de 2017 foram os mais baixos desde março de 2009. A estimativa provisória da população desempregada em fevereiro foi de 510,6 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,6 milhões de pessoas, referia ainda o INE, numa nota divulgada a 31 de março último.

Número mais baixo no final de 2016
Até à divulgação pelo INE das estatísticas do emprego referentes ao primeiro trimestre de 2017, os números em vigor são referentes aos três últimos meses de 2016, que apontaram em 10,5% a taxa de desemprego em Portugal no último trimestre do ano passado. Um número 1,7 pontos percentuais inferior ao do trimestre homólogo de 2015.
A população desempregada naquele período foi estimada em 543,2 mil pessoas, menos 6,3 mil pessoas do qure no trimestre anterior e menos 90,7 mil do que no últimos trimestre de 2015. Já a população empregada, estimada em 4.643,6 mil pessoas, registou um decréscimo trimestral de 0,4% (menos 17,9 mil) e um acréscimo homólogo de 1,8%: mais 82,1 mil do que os registados no último trimestre de 2015.
Em termos de média anual, a taxa de desemprego situou-se em 11,1% em 2016, o que representa uma diminuição de 1,3 pontos percentuais. em relação a 2015. Especificamente em relação aos jovens entre 15 e 24 anos, a taxa de desemprego de jovens situou-se em 28,0%, menos 4,o pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Os resultados do Inquérito ao Emprego realizado pelo INE indicavam ainda que no 4º trimestre do ano passado a população ativa estava estimada em 5.186,8 mil pessoas - uma diminuiçao de 0,5% em relação ao trimestre anterior (equvalente a 24,2 mil pessoas) e 0,2% em relação ao trimestre homólogo de 2015 (8,6 mil). Já a taxa de atividade da população em idade ativa (15 e mais anos) situava-se em 58,6%. A taxa de atividade dos homens (64,2%) excedeu a das mulheres (53,7%).

População empregada x população desempregada
Nos últimos três meses de 2016. a população empregada, estimada em 4.643,6 mil pessoas, diminuiu em relação ao trimestre anterior - um decréscimo de 0,4% que abrangeu 17,9 mil pessoas.
O decréscimo trimestral da população empregada foi explicado, principalmente, pelas diminuições ocorridas no segmento masculino da população; em quatro dos cinco grupos etários em análise, particularmente o de pessoas dos 25 aos 34 anos; em pessoas com ensino não superior, sendo de destacar aquelas que completaram, no máximo, o 3.º ciclo do ensino básico; pessoas empregadas no setor da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca; pessoas que trabalham por conta própria; e pessoas com diferentes regimes de duração do trabalho, sobretudo os empregados a tempo completo. O subemprego de trabalhadores a tempo parcial abrangeu 221,2 mil pessoas, o que corresponde a 4,8% da população empregada total e a 40% da população empregada a tempo parcial. O subemprego de trabalhadores a tempo parcial aumentou 3,8% em relação ao trimestre anterior (8,1 mil).
Quanto à população desempregada, o relatório do INE estimava-a em 543,2 mil pessoas no último trimestre de 2016 - um número 1,2% menor do que o apresentado no trimestre anterior (6,3 mil). “Este decréscimo contraria os acréscimos observados nos quartos trimestres dos últimos dois anos”, indica o relatório.
A diminuição trimestral da população desempregada foi explicada, em particular, pelos decréscimos ocorridos em ambos os sexos, destacando-se as mulheres; pessoas com 25 e mais anos, em particular para as de 45 e mais anos; pessoas com um nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3.º ciclo do ensino básico; pessoas à procura de novo emprego, provenientes do setor da indústria, construção, energia e água; e pessoas à procura de emprego há 12 e mais meses.
“A taxa de desemprego no 4º trimestre de 2016 situou-se em 10,5%, tendo-se mantido inalterada em relação ao 3º trimestre de 2016, contrariando as diminuições trimestrais observadas nos dois últimos trimestres”, poe ler-se no texto do documento.

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