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O Castelo protege lá do alto a antiga e bela vila de Mourão

02/04/17 REGIONAL Imagem

Para lá dos muros, abre-se a vasta planície alentejana, com o castelo de Monsaraz, a norte, e a fronteira com Espanha, a este.

De Espanha chegavam os inimigos. Por isso construíram-se atalaias (torres altas, de onde se vigiava o território circundante) nos pontos mais altos, no cimo de outeiros, “verdadeiras sentinelas”, como refere Chantre Guerreiro. A mais alta tinha 238 metros. Assim se protegia a fortaleza e os agricultores podiam cultivar a terra em paz.
O Castelo de Mourão apresenta essa caractarística. O edifício é envolvido por uma dupla cintura de muralhas feitas numa curiosa mistura de pedras de mármore, granito e xisto - estes dois últimos dominantes na região. Num recorte de grande impacto visual e imponente beleza cénica, resistem na praça militar do castelo, seis torres quadradas, entrecortadas por cinco portas militares, algumas em arco ogival de estilo gótico, flanqueadas ou abertas em poderosos torreões.

Palco de guerras
Pouco se sabe acerca da primitiva ocupação deste sítio, além de que, à época da Reconquista cristã da península Ibérica, foi palco de embates entre muçulmanos e cristãos, quando se despovoou até à instalação dos freires da Ordem de S. João de Jerusalém. Deve-se ao prior Gonçalo Egas a primeira ação de repovoamento bem como a construção ou reconstrução da fortaleza.
Não se sabe qual seria o estado da primitiva fortaleza, mas terá sido o rei D. Dinis quem, em 1298, dois anos corridos após a confirmação do foral de Mourão, aí teria construído um castelo com três torres. Durante a crise de 1383-1385 o castelo, ponto avançado na defesa da fronteira, desempenha um papel de destaque ao lado do Mestre de Avis.
A sua posição elevada, no extremo oriental português e ocidental espanhol, justificariam as avultadas verbas despendidas nas obras de restauro e remodelação que el-rei D. Manuel encomendou aos arquitetos Diogo e Francisco de Arruda.
Data deste período, no século XVI, a edificação da igreja matriz, no interior do recinto amuralhado.
Se a vila e o Castelo de Mourão aderiram a Filipe II de Espanha durante a crise de sucessão de 1580, aquando da Restauração da independência (1640) a atitude foi redimida por Pedro Mendonça Furtado, mas que custaria graves prejuízos à população e ao castelo pelos sucessivos ataques de que foi alvo. Traçou-se então uma nova linha de fortificações da autoria do francês Nicolau de Langres. Da fortificação seiscentista, que englobava quatro baluartes, revelins, fosso, alçapões e atalaias, restam poucos vestígios.
As remodelações do século XVII dizem respeito aos baluartes, nos quatro ângulos da muralha, e aos revelins, em frente das cortinas. No interior da cerca subsistem ainda vestígios da antiga vila, da Casa do Guarda e dos velhos Paços do Concelho.
Está classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 18 de Julho de 1957. Em boas condições de conservação, o castelo é uma atração turística valorizada pela comunidade.
Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias
A igreja está assente nas fortificações seiscentistas do castelo. A Igreja Matriz de Nossa Sra das Candeias foi construída em 1681, em estilo barroco mas o seu interior foi bastante afetados pelo terramoto de 1755, tendo sido reconstruido mais tarde pela Ordem de Avis. O pórtico revela as armas reais de Portugal flanqueadas pela cruz de Avis. No interior, a imagem da Nossa Senhora das Candeias sustentando o estilo gótico-manuelino, feita em pedra ançã e medindo cerca de 1,20m. De acordo com uma antiga lenda local, Nossa Senhora terá ali aparecido sob um tojal, nas cercanias do castelo. Após a primitiva ermida do castelo ter sido demolida, o atual templo foi levantado com pedras das muralhas, afirmando-se que nesta igreja, sob o altar-mor estaria esse tojo. Entretanto, as obras promovidas no interior do templo em nossos dias, quando todo o altar-mor foi levantado, não confirmam essa tradição, nada tendo sido encontrado…

Mourão: uma vila medieval
Aquela região zona já revelou diversos e abundantes registos de presença humana desde o período pré-histórico. Locais como a Barca, a Quinta da F idalga e Agualta, o Mercador e o Porto das Carretas, entre outros, atestam tal presença, visível nas indústrias líticas, nos restos de cerâmica, nas impressões de arte rupestre e nos monumentos megalíticos, como a Anta da antiga fábrica de celulose.
Do domínio romano, a presença mais marcante no território de Mourão manifestou-se na envolvente da antiga aldeia da Luz. O Castelo da Lousa, construção fortificada do período romano (século I a. C.), foi o elemento patrimonial da herança daquela civilização mais visível no concelho. Atualmente está submerso, podendo ver visitado virtualmente através de um CD-ROM, realizado pela EDIA, S.A., que regista a sua memória.
Entre este período e o medieval é incerta a caracterização humana de Mourão. Com as suas origens históricas perdidas no tempo e envoltas na tra​dição, a primitiva vila ter-se-ia localizado, eventualmente, na chamada Vila Velha. Esta foi alvo de escavações arqueológicas, antes de ficar submersa pelas águas do rio Guadiana, e revelou-se a existência de uma necrópole associada a uma igreja, bem como uma zona habitacional de grandes dimensões. No período medieval há referências a Mourão, mas a sua titularidade apresenta-se ora pertencendo aos reis de Castela e Leão ora sob o domínio do reino de Portugal. No século XVIII, não escapou ao terramoto de 1755, e o níveld de levou ao redesenhar da traça urbanística da vila. No século XIX, a nova reforma administrativa levou à criação de novos limites concelhios, o que no caso de Mourão contribuiu para que este fosse extinto e anexado ao concelho de Reguengos de Monsaraz, pelo decreto em 1853. Mas em 1861, o concelho foi novamente restabelecido. Mourão está atualmente​ rodeado pela água do Alqueva, e este novo recurso natural é um dos motores do desenvolvimento económico desta localidade e do concelho em geral

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Mario Fazenda

Parabéns ao Mundo Português


Vicentina Coelho

o + importante de tudo é voces publicarem a historia,, e lindo


Alvaro Rodrigues

Bom Dia para todos voces desse Mundo Português. Saudades desse lindo Porto que eu vivi nos meus anos de 50 a 1955. Um grande abraço e continuem mandando lindas fotos.


Maria Aurora Ribeiro

Um domingo maravilhoso para todos nós Portugueses espalhados pelo mundo eu moro no Brasil tenho muita saudade da minha terra natal beijinhos


Maria Isilda Sousa Faria

Muitos saludos aos portugueses pelo mundo fora desde caracas venezuela


Fatima Alves de Andrade

Felicitacoes! Temos que celebrar o que e nosso.


Ailton Aurora Alves

Bom dia e boa tarde para meu Portugal que amo de paixão !!!! muitos beijos para todos os Portugueses


Ayelen De Jesús Correia

Muitos parabéns ao Dr Carlos Morais, pelo trabalho realizado para o benefício da comunidade Português no mundo. Um prazer ter conhecido a o Sr Carlos e tudo o equipe do O Emigrante/ Mundo Português.


Jose Maria Monteiro

11.10.15 - Da cidade de CALW - Alemanha BADEN WURTENBERG Bom dia para todo o Mundo e, um bom Domingo para todos os meus amigos !!!


Armando Figueiredo

Johannesburg, Africa do Sul... Tempo maravilhoso,..um optimo dia pessoal!...


Silvia Leiva

olá! desde Santa Fe, na Argentina,um beijo para todos os portugueses. cá, esperando que a primaveira chegue de verdade :P faz frio ainda!!!!! carinhossss


Isabel Loyola

Parabéns pela página! Sou brasileira de Curitiba e leio-a com imenso prazer.


Maria Esteves?

Desejo a todos os emigrantes portugueses muita sorte e muita saúde


Maria Clara

Obrigada por esta página; pois tudo q diz respeito a Portugal me interessa, pois eu moro no Brasil; um abraço.


Maria Rosa

Muito bom mesmo!!! Meus parabéns a todos, tenham um bom dia.




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