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Arcos de Valdevez quer dinamizar a produção da laranja de Ermelo

03/03/17 AGRO-ALIMENTAR Imagem

Atribui-se à sabedoria dos monges do Mosteiro de Cister o aparecimento da cultura deste fruto, por volta do século XII

A Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima (ARDAL), a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte e a Associação de Desenvolvimento Local de Ermelo (ADLE) querem dinamizar um produto frutícola de grande qualidade e produzido numa freguesia de Arcos de Valdevez: a laranja de Ermelo
A 17 de fevereiro, as três organizações reuniram-se para avaliar o estado atual deste produto assim como a necessidade “de implementar medidas que visem a regeneração dos pomares, a divulgação e promoção da laranja e o aumento da comercialização para potenciar o escoamento da mesma”, revela uma nota divulgada pela autarquia de Arcos de Valdevez. “Como se trata de um produto com excelentes qualidades, pretende-se também melhorar a sua imagem e aumentar a sua notoriedade”, acrescenta-se na nota.
Da reunião saiu a decisão da Direção Regional de Agricultura realizar durante o mês de março um trabalho de caraterização dos pomares e ainda uma proposta de intervenção para aumentar a visibilidade e comercialização da laranja de Ermelo.
A ARDAL e a ADLE realizaram durante vários anos, um projeto de promoção, colheita e distribuição deste produto endógeno e de grande qualidade da freguesia de Ermelo, muito apreciado na região e com grande procura pelos consumidores. Ligado ao Mosteiro local e aos monges de Cister, é hoje um ex-libris da freguesia.

As laranjas dos monges…
Ermelo é uma freguesia do concelho de Arcos de Valdevez, situada na vertente de Monte Gião para o rio Lima, fazendo fronteira com o Parque Nacional Peneda Gerês. A sua localização, de meia encosta, proporciona um microclima favorável à produção de laranja.
A laranja de Ermelo tem como principais características a doçura, a casca fina, a ausência de sementes e de fibras, o abundante sumo e o tipo de produção, próximo da agricultura biológica. Não são utilizados produtos químicos de síntese tipo pesticidas, inseticidas, e fertilizantes.
Atribui-se à sabedoria dos monges do Mosteiro de Cister o aparecimento desta cultura, por volta do século XII, já que a maior concentração de laranjeiras ainda se encontrar na área atribuída ao ‘Couto Conventual’. Agora, um conjunto de medidas pretende contribuir para a valorização, promoção e dinamização da produção e comercialização deste fruto nacional que integra o catálogo mundial de produtos do movimento internacional ‘Slow Food’.

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