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Nesta fortaleza nasceu e morreu D. Afonso IV

02/03/17 REGIONAL Imagem

Dos seus muros pode ver-se, ao perto, uma bela imagem da vila, e ao longe, a leste, da serra da Lousã.

A presença militar daquela colina é muito antiga, devendo remontar pelo menos à ocupação romana, que dali vigiava a estrada Mérida-Conímbriga-Braga.
Invadida pelos Árabes em 716, a região foi depois retomada no séc. XI pelo Conde D. Sesnando, primeiro governador de Coimbra. No testamento do conde (1087), a quem o soberano entregara a administração do condado Conimbricense, afirma-se ter sido o conde a povoar os domínios do Castelo de Penela.
O conde mandou erguer no local da alcáçova um forte castelo, que repovoou, nascendo assim um burgo cristão sob a proteção das muralhas. Este povoamento é provado pela existência de sepulturas escavadas na rocha de desenho antropomórfico.
Durante a Reconquista cristão da Península Ibérica, os domínios de Penela terão sido tomados à época da conquista de Coimbra pelas tropas de Fernando Magno, em 1064 e no seguinte o monarca concedeu carta de povoamento a Penela e a mais quatro povoações da região.
A ofensiva muçulmana terá ameaçado o Castelo de Penela, mas foi a perda ou abandono de sua posição que terá explicado a conquista atribuída a D. Afonso Henriques, em 1129, embora sem fundamentação documental. A Carta de Foral outorgada pelo soberano em 1137, referia o “castelo e seus termos”, e um instrumento de doação de uma casa “dentro do castelo”, com data de 1145.
Acredita-se que date desse período uma reedificação do castelo a mando do soberano, e que foi renovada sob os reinados de D. Sancho I (1185-1211) e de D. Dinis (1279-1325) - este último responsável pela construção da torre de menagem e da cerca da vila. Aqui nasceu e faleceu o infante D. Afonso, segundo filho do soberano, que viria a reinar sob o nome de Afonso IV de Portugal (1325-1357), o que atesta a importância desta fortaleza.
No contexto da crise de 1383-1385, tendo o alcaide da vila e seu castelo, o conde de Viana, tomado partido por Castela, um dia, quando saía aos campos a buscar mantimentos, foi emboscado à porta do castelo por populares. Tendo caído da montaria, um deles, que Fernão Lopes denomina como Caspirre, degolou-o.
E prossegue o cronista: “os seus, quando o viram morto, fugiram todos, e os da vila tomaram logo voz por Portugal” (in Crónica de D. João I). Posteriormente, D. Pedro, duque de Coimbra, mandou erguer o paç o ducal, e a Igreja de São Miguel, bem como reedificar o castelejo e a Porta da Vila.
Penela ganhou ainda Carta de Feira (1433), a ser realizada anualmente no dia de São Miguel (29 de Setembro).
A vila e seu castelo foram elevados em 1465 a condado, eposteriormente os domínios da vila passariam para a Casa de Aveiro.
Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), em junho de 1514, recebeu o Foral Novo e passou por novas obras de reparo nas suas zonas de defesa. Mas por altura do século XVIII, já tinha perdido a sua função estratégico-defensiva e o terramoto de 1755 causou a queda da Torre de Menagem, ou Torre do Relógio, bem como de uma das portas da cerca.
Para a reconstrução da torre, em 1760, foi sacrificada a pedra da terceira porta do castelo. Nesse mesmo século, D. José extinguiu a Casa de Aveiro, até então senhora dos domínios da povoação e seu castelo.
A antiga fortificação chegou ao século XX em estado de abandono e ruína. Foi classificada como Monumento Nacional em 1910, mas o poder público só ‘olhou’ para este monumento a partir da década de 1940, quando se iniciaram diversas campanhas de intervenção de consolidação e restauro, assim como de reconstrução, a cargo da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
As muralhas e as ameias foram refeitas, de acordo com os remanescentes, e desmanteladas as casas entretanto adossadas às muralhas. A torre sineira, de construção setecentista, foi apeada.
A partir de 1992, e já a cargo do Instituto Português do Património Arquitectónico, os acessos e a circulação interior do castelo, foram pavimentados, e fez-se a limpeza, recuperação e consolidação das muralhas. E o caminho de ronda foi melhorado com a colocação de passadiços que permitem o percurso pedonal na quase totalidade do perímetro.
Atualmente, no interior das muralhas mantém-se a Igreja de São Miguel e a casa paroquial que é também um espaço museológico.

A Igreja de São Miguel
Já o foral dado por D. Afonso Henriques em 1137 mencionava uma igreja no interior da fortaleza – apesar de nada ser visível deste primitivo templo românico, já que passou por sucessivas reformas. Uma das mais importantes foi a reedificação de 1420, ordenada por D. Pedro, duque de Coimbra, grande devoto do Arcanjo S. Miguel. Outra foi a reforma da segunda metade do séc. XVI, que conferiu ao interior da igreja o aspecto geral que ainda hoje apresenta: traça basilical de três naves.
Na capela-mor emoldurada por um arco triunfal e revestida de talha dourada, são de salientar os painéis laterais com pinturas representando São Miguel com a típica agitação barroca patente nas vestes. Na nave, com retábulos de talha dourada dos sécs. XVII-XVIII já repintados, duas esculturas merecem atenção: a Virgem com o Menino atribuída ao escultor renascentista João de Ruão (séc. XVI) e uma Santa Ana do séc. XIV.
Na escada de acesso ao adro da igreja são visíveis dois medalhões retangulares com bustos masculinos do séc. XVI, certamente provenientes das pilastras do arco da capela-mor. O atual aspecto exterior é decorrente da intervenção feita na década de 50 do século XX, altura em que a torre foi acrescentada para a colocação do relógio, retirado de uma das torres defensivas. Na sacristia há uma tela retirada do altar-mor representando São Miguel na pesagem das almas.

A Porta da Traição
É comum os castelos disporem de uma ‘Porta da Traição’. Está geralmente virada para os campos, para permitir o acesso ou um refúgio mais rápido, sendo igualmente uma alternativa de saída em caso de cerco ou assalto à porta principal. A ‘Porta da Traição’ do Castelo de Penela foi aberta nos séculos XIII-XIV. Tem uma dupla abertura em forma de cotovelo integrada numa torre quadrangular, “o que testemunha a continuação da tradição muçulmana na arte da fortificação portuguesa de fins da Idade Média”, explica-se no site da Câmara Municipal de Penela.
Há uma lenda que conta que no tempo da Reconquista, o infante o D. Afonso Henriques conseguiu tomar o castelo entrando por esta porta. Ora, o futuro Rei de Portugal estava emboscado com os seus homens à espera do melhor momento para atacar, quando os mouros saíram pela ‘Porta da Traição’ para dar de beber ao gado e a deixaram aberta. A oportunidade foi aproveitada e o castelo rapidamente tomado. Atualmente esta saída permite contornar o castelo pelo estreito caminho de ronda entre as muralhas e o despenhadeiro de 90 metros, num percurso que leva ainda a desfrutar da paisagem de serranias envolvente.

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Mario Fazenda

Parabéns ao Mundo Português


Vicentina Coelho

o + importante de tudo é voces publicarem a historia,, e lindo


Alvaro Rodrigues

Bom Dia para todos voces desse Mundo Português. Saudades desse lindo Porto que eu vivi nos meus anos de 50 a 1955. Um grande abraço e continuem mandando lindas fotos.


Maria Aurora Ribeiro

Um domingo maravilhoso para todos nós Portugueses espalhados pelo mundo eu moro no Brasil tenho muita saudade da minha terra natal beijinhos


Maria Isilda Sousa Faria

Muitos saludos aos portugueses pelo mundo fora desde caracas venezuela


Fatima Alves de Andrade

Felicitacoes! Temos que celebrar o que e nosso.


Ailton Aurora Alves

Bom dia e boa tarde para meu Portugal que amo de paixão !!!! muitos beijos para todos os Portugueses


Ayelen De Jesús Correia

Muitos parabéns ao Dr Carlos Morais, pelo trabalho realizado para o benefício da comunidade Português no mundo. Um prazer ter conhecido a o Sr Carlos e tudo o equipe do O Emigrante/ Mundo Português.


Jose Maria Monteiro

11.10.15 - Da cidade de CALW - Alemanha BADEN WURTENBERG Bom dia para todo o Mundo e, um bom Domingo para todos os meus amigos !!!


Armando Figueiredo

Johannesburg, Africa do Sul... Tempo maravilhoso,..um optimo dia pessoal!...


Silvia Leiva

olá! desde Santa Fe, na Argentina,um beijo para todos os portugueses. cá, esperando que a primaveira chegue de verdade :P faz frio ainda!!!!! carinhossss


Isabel Loyola

Parabéns pela página! Sou brasileira de Curitiba e leio-a com imenso prazer.


Maria Esteves?

Desejo a todos os emigrantes portugueses muita sorte e muita saúde


Maria Clara

Obrigada por esta página; pois tudo q diz respeito a Portugal me interessa, pois eu moro no Brasil; um abraço.


Maria Rosa

Muito bom mesmo!!! Meus parabéns a todos, tenham um bom dia.




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