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Politécnico de Leiria lidera projeto europeu para acabar com ameaça dos oceanos

24/02/17 CIÊNCIA Imagem

Investigadores querem transforma atual ameaça dos oceanos numa oportunidade

É do Politécnico de Leiria (PL) a equipa de investigadores que está a liderar um projeto europeu que pretende transformar uma atual ameaça dos oceanos, as algas invasoras, numa oportunidade. Produtos alimentares, rações, novos medicamentos e cosméticos serão algumas das inovações desenvolvidas com recurso a estas algas, informa.
O MARE-IPLeiria, unidade de I&D (Investigação e Desenvolvimento) do PL será o responsável por liderar o projeto ‘AMALIA’ (Algae-to-MArket Lab IdeAs), que reúna instituições de Portugal, Espanha, Áustria e Holanda. “O projeto visa valorizar as algas do noroeste da Península Ibérica e criar produtos alimentares inovadores, rações com potencial para estimular o sistema imunitário de peixes e camarões em aquacultura, extratos para a indústria cosmética e novos medicamentos, com ação antitumoral, por exemplo”, explica uma nota divulgada pela instituição de ensino superior portuguesa.
Para monitorizar o aparecimento destas algas invasoras, avançados sistemas e soluções de engenharia e recolha de imagem serão integrados num sistema subaquático, que dará informações em tempo real sobre o aparecimento e quantidades de alga – permitindo assim espoletar mecanismos de recolha das algas para a indústria, antes que imponham danos no ambiente marinho.
‘AMALIA’ é um dos quatro projetos financiados pela Comissão Europeia no âmbito do mecanismo ‘Blue Labs’, e justifica-se “pelo crescente aparecimento de espécies de algas marinhas exóticas, que têm causado problemas ecológicos e económicos consideráveis”, explica Marco Lemos, coordenador do MARE-IPLeiria. Segundo o investigador e coordenador do projeto, “estas ameaças podem no entanto ser encaradas como oportunidades, e aproveitadas tendo em conta o seu potencial industrial, e a presença de compostos com grande potencial de uso na indústria alimentar, rações, farmacêutica e cosmética”.
“Ao mesmo tempo que se gera valor e contribui para a economia - porque é um produto com potencial para o mercado europeu e de exportação para o mercado asiático -, a exploração e extração destas algas pode contribuir para o seu controlo efetivo, o que tem um impacto positivo para a melhoria da qualidade dos oceanos”, acrescenta.
Marco Lemos destaca ainda a abordagem multidisciplinar do projeto, proporcionada pela presença de “valiosos parceiros” com competências muito diferentes e complementares. Além do Politécnico de Leiria, enquanto líder, o projeto europeu conta com a participação do INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Gestão Industrial da Universidade do Porto, da Universidade de Coimbra, da Universidade de Vigo (Espanha), da Associação para o Desenvolvimento de Peniche (Portugal), e das empresas Algaplus (Portugal), Biomin (Áustria), e Quest-Innovation (Holanda).

 

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