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Exposição revela uma Lisboa que não saiu do papel

17/02/17 CULTURA Imagem

São cerca de 200 os projetos idealizados desde o século XV, mas que não se concretizaram e que teriam alterado o ‘rosto’

Ao longo de quatro séculos, várias centenas de maquetas, fotografias e projetos de urbanismo e de arquitetura foram desenvolvidos para alterar a paisagem urbanistica da capital portuguesa, mas nunca chegaram a ser concretizados. Agora, uma exposição patente em Lisboa dá a conhecer várias dessas ideias.
São cerca de 200 os projetos idealizados desde o século XVI até à contemporaneidade, mas com maior incidência sobre o século XX, apresentados na exposição «A Lisboa que teria sido», patente o Palácio Pimenta até ao final de junho. “Apresenta-se uma seleção de materiais gráficos e tridimensionais focada no eixo central, da Praça do Comércio ao Parque Eduardo VII, o Martim Moniz, a frente ribeirinha, as portas da cidade e as pontes para a ‘outra banda’”, explica uma nota divulgada pelo Museu de Lisboa.
São projetos de arquitetos, urbanistas e pensadores da cidade como Francisco de Holanda, Eugénio dos Santos, J. C. Nicolas Forestier, Ventura Terra, Cristino da Silva, Raul Lino, Cottinelli Telmo, Cassiano Branco, entre outros. À cidade cosmopolita do século XVI faltava, para alguns dos mais ilustres moradores e visitantes, monumentalidade arquitetónica. A reconstrução, depois do terramoto de 1755, dotou a Baixa de uma dimensão majestosa, mas a normalização da arquitetura pombalina foi então, e até muito recentemente, considerada soturna e sem grandeza. “Tornar Lisboa mais monumental, grandiosa e palco das sucessivas novidades da arquitetura e do urbanismo foi o objetivo da maioria das propostas idealizadas a partir da segunda metade do século XIX”, explica a organização da exposição, que comissasriada por António Miranda, do Museu de Lisboa, e pela historiadora de arte e investigadora Raquel Henriques da Silva, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Os responsáveis pela foram buscar os objetos da exposição aos arquivos da Câmara Municipal de Lisboa e do Museu de Lisboa, onde foram guardados inúmeros projetos encomendados para a cidade que, por variadas razões, não foram realizados, ou que não o foram em todas as suas componentes. “Na sua diversidade e cronologia alargada, têm em comum o desejo de monumentalizar e modernizar a capital”, refere ainda a informação do Museu de Lisboa.
Além de um catálogo, a programação da exposição inclui um ciclo de conversas em torno do seu tema.

A Lisboa que teria sido
Patente até 25 junho
Museu de Lisboa - Palácio Pimenta
Campo Grande, 245 (metro: Campo Grande)
De terça-feira a domingo, das 10h às 18h

Ana Grácio Pinto

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