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Paços de Ferreira garante que a fatura da água vai baixar para metade

16/02/17 REGIONAL Imagem

Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara, Humberto Brito, e o executivo municipal revelaram que a fatura da água baixa para metade e a tarifa de disponibilidade deixa de ser cobrada

O presidente da Câmara, Humberto Brito explicou a tomada de decisão: “A 28 de dezembro de 2015 (portanto, há mais de um ano), a Câmara Municipal de Paços de Ferreira celebrou um acordo com a Águas de Paços de Ferreira, S.A. (AdPF), concessionária do serviço de água e saneamento no concelho, no sentido de regularizar todo o contrato de concessão e, cumulativamente, reduzir o preço da água para metade. Foi um acordo muito difícil de alcançar. Contra o município tínhamos um contrato assinado em 2004, lesivo dos interesses de todos nós, garantindo direitos à concessionária absolutamente inacreditáveis e que quisemos corrigir. Fizemo-lo num prazo recorde. Dissemos à concessionária que jamais pagaríamos os mais de 100 milhões de euros exigidos, resultado das cláusulas contratuais que o executivo em funções em 2004, irresponsavelmente, aceitou”.
Mas o presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira foi ainda mais longe, afirmando que “exigimos a redução da fatura da água para metade, exigimos a construção de uma nova ETAR em Arreigada, e a colocação da água em Sanfins e, consequentemente, a requalificação das estradas, tal qual fizemos em Eiriz”. 
Para este acordo entrar em vigor, embora não obrigatório, a Câmara Municipal de Paços de Ferreira quis ter um parecer favorável da ERSAR - entidade que regula as concessões de água e saneamento em Portugal. “Fizemo-lo porque assumimos que o compromisso do município pagar o que quer que fosse à AdPF teria de ser devidamente analisado. Em julho de 2016 a ERSAR obrigou o município a realizar mais estudos. Entretanto, no dia 27 de agosto de 2016, o Dr. Passos Coelho afirmou em Paços de Ferreira, num jantar de militantes do PSD, que este assunto não estava resolvido, nem se ia resolver. Como o atual conselho de administração da ERSAR foi nomeado pelo governo, com certeza que o ex Primeiro Ministro deve saber do que está a falar”, acrescentou. Face a estes factos, e porque existem quatro estudos que indicam que o contrato assinado em 2004 obriga o município a pagar mais de 100 milhões de euros, o presidente e o seu executivo decidiram por um ponto final nesta questão. “Atendendo a que o acordo com a concessionária está fechado há mais de um ano, entendemos ser mais do que razoável que a ERSAR e o Tribunal de Contas se pronunciem sobre esta questão durante os próximos 2 meses. Esta será a nossa data limite. Com ou sem parecer da ERSAR, o tarifário acordado entrará em vigor a partir de maio de 2017”, assume.  
Humberto Brito vai ainda mais longe e sublinha que não aceita “que brinquem com a população do meu concelho ou que façam disto uma questão de luta partidária”.  “Eu, e o meu executivo, estamos, como sempre estivemos, do lado das pessoas. Tomando decisões, assumindo posições, muitas vezes difíceis e ousadas, mas que corrigem erros absurdos, incompreensíveis e inexplicáveis. E fazemo-lo para o bem de todos”, finaliza.

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