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O Douro é “um poema geológico, a beleza absoluta”

09/02/17 REGIONAL Imagem

Vamos ao encontro do local de nascimento do Vinho do Porto e uma das mais antigas e belas regiões vinícolas europeias

O título destas páginas é retirado de um poema de Miguel Torga – ‘Diário XII’. Foi assim que o grande poeta e escritor duriense se referiu à sua região natal (nasceu em São Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real). Pode dizer-se que o Douro é um conjunto de telas, que variam de cor consoante a estação do ano, pintada pelas folhas e flores das diversas plantações.
Na primavera, com as amendoeiras em flor, o branco e o violeta misturam-se com o verde das folhas. Já no outono, as folhas das videiras cobrem montes e vales com um manto de castanho e cobre. Região de montanhas e vales únicos, é habitada desde tempos imemoráveis por povos que souberam adaptar-se ao longo da História, marcando sempre a sua presença de forma indelével, desde a pré-história, deixando um vasto património arquitetónico e cultural, até aos nossos dias. Mereceu o título de Património da Humanidade, assim como merecem uma visita sem pressa, os centros históricos das suas cidades e vilas, os museus, as aldeias comunitárias ou as quintas e solares.

Terras a conhecer
Alijó: Esta vila histórica prima pela tranquilidade. implantada na Serra do Vilarelho, com uma paisagem marcada pelas típicas vinhas. Aí, pode visitar, por exemplo, a Igreja Matriz de Santa Maria Maior (século XVIII), os painéis de azulejos da Estação de Comboios do Pinhão, a Casa-Museu Maurício Penha, em Sanfins do Douro, ou o Miradouro de Casal de Loivos.
Sabrosa: Também aqui os miradouros são a maior atração, dada a beleza natural da paisagem. O artesanato é um marco de tradição neste concelho, em forma de pipas para acolher o vinho da região, cestas para albergar as célebres cavacas e cavaquinhas e rendas para as toalhas e colchas utilizadas em dias de festa e procissão. Na lista de coisas a visitar estão ainda a Casa dos Pereiras, onde nasceu Fernão de Magalhães, o Castro (ou Castelo dos Mouros) e os Marcos Pombalinos.
Peso da Régua: É uma das mais influentes cidades ribeirinhas da zona do Douro Vinhateiro. A visitar, a Capela das Sete Esquinas e a Capela do Cruzeiro, os vitrais da Casa do Douro de Lino António, o Museu do Douro, o Solar do Vinho do Porto, a estação arqueológica do Alto da Fonte do Milho e o Miradouro de S. Leonardo da Galafura.
Armamar: Com miradouros de paisagens de cortar a respiração, como o Miradouro e Capela de S. Domingos do Fontelo (século XII-XII) e o Miradouro e queda de água de Misarela, Armamar fica na encosta de um monte repleto de vinha. Além dos miradouros, pode também visitar a Igreja de S. Miguel, a Capela de Santa Ana, em Vacalar, e os centros rurais e aldeias típicas de S. Martinho das Chãs e S. Cosmado.
Freixo de Espada à Cinta: Ali, a arquitetura de estilo manuelino é evidente e as paisagens mudam de cor consoante a altura do ano, proporcionando um ambiente tranquilo e de uma beleza ímpar. A visitar, locais como a Torre do Galo, o Convento de S. Felipe de Néri (séc. XVII) ou o Castelo de Alva.
Mesão Frio: Fica no derradeiro limite da região demarcada do Douro. Para além da Igreja de São Nicolau, Igreja Matriz de Barqueiros e Igreja de Santa Maria de Oliveira, do Convento franciscano do Varatojo, que serve agora de edifício da Câmara Municipal, há ainda os Miradouros do Monte de S. Silvestre, do Imaginário e de Donsumil.
Santa Marta de Penaguião: Situado bem no centro da Região Demarcada do Douro, este concelho, através das suas ruas, jardins e solares, faz-nos viajar até ao longínquo ambiente do passado dos reis e das rainhas. A visitar, a Igreja Paroquial de Capela Pública, o Pelourinho de Santa Marta de Penaguião, Pontes Romanas de Sever e Pontes Romanas e moinhos de Fontelas e o miradouro de Nossa Senhora do Viso em Fontes.
Vila Real: Por ficar a cerca de 450 metros de altitude, tem uma vista privilegiada e tem um grande património histórico e cultural, com igrejas, palácios, solares brasonados, museus, galerias e bibliotecas, que conjugados com as avenidas de jardins o enriquecem ainda mais. Exemplos claros disso são a Igreja de São Domingos, Sé Catedral, a Casa de Diogo Cão, o Palácio Solar de Mateus, o Santuário Rupestre de Panóia, o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, a Muralha centenária Fojo do Lobo da Samardã e o Parque Natural do Alvão e a aldeia de Lamas d’ Olo, com as suas casas cobertas de colmo.
Vila Nova de Foz Côa: Reconhecido não só a nível nacional, mas também internacional ali encontra-se, numa extensão de 17 quilómetros entre os vales do Douro e do Côa, o Parque Arqueológico, o maior museu ao ar livre de arte paleolítica, classificado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1998. A visitar ainda a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pranto, o Castelo de Numão, o Castelo de Castelo Melhor, as ruínas da antiga cidade episcopal de Caliábria, em Almendra, e a Quinta e Museu de Ervamoira.

Alto Douro Vinhateiro
Criada em 1756 por iniciativa do governo do Marquês de Pombal, como a primeira região demarcada e regulada no mundo, o Alto Douro Vinhateiro, é um exemplo excecional de uma região tradicional que vive em torno da produção vinícola, seja do afamado vinho do Porto, seja dos mais recentes vinhos de mesa de grande qualidade. Todos esses vinhos provêm dos socalcos que rodeiam o rio Douro e os seus afluentes, onde muros de xisto suportam alas de videiras carregadas com cachos de uva branca ou tinta. Não só a paisagem foi alterada pela produção do vinho, mas também o ritmo da vida dos durienses. Se o inverno é marcado pela calma e pelo sossego, a transição do verão para o outono traz a azáfama das vindimas, com um descer e subir de cestos e tesouras de poda, nas encostas povoadas por trabalhadores. Reconhecendo a importância da paisagem e das atividades tradicionais de produção de vinho, em 2001, a UNESCO classificou como Património Mundial 24 600 hectares do Alto Douro Vinhateiro, repartidos por 13 concelhos.

Saberes e sabores
Terra de montes, abrigo de cogumelos e frutos silvestres, mas também de rios e riachos de águas cristalinas, Trás-os-Montes e Alto Douro é uma região que oferece vários e ricos recursos de caça, como o coelho, a lebre, o javali, a raposa, o tordo, a perdiz, o pombo e rola, mas também é uma região que oferece várias especies de peixes como o barbo, a truta ou o escalo, entre outros.
Mas a região de Trás-os-Montes e Alto Douro oferece ainda carnes ricas em sabor como a posta maronesa, mirandesa e barrosã e enchidos que são verdadeiras maravilhas gastronómicas como a farinheira, a alheira que dão ‘vida’, entre outras carnes, a uma delicia chamada ‘Bôla de carne’.
É uma terra doce pelo seu mel, pelos seus frutos frescos, como a maçã e a cereja, pelos seus frutos secos, em especial, a castanha, mas essencialmente pelos seus doces conventuais ricos em ovos, açúcares e sabores sempre reinventados.

Por caminhos do Douro...
Há inúmeros roteiros realizados pelas agências de viagem que levam os turistas por terras do Douro. É o caso da Rdmc Incoming & Outgoing, que propõe um roteiro de seis dias, que começa no Alto Douro Vinhateiro e convida o visitante a “embrenhar-se na paisagem” percorrenda-a de comboio num percurso de rara beleza. O passeio leva até uma quinta local, uma das muitas quintas tradicionais desta região produtoras do tão apreciado vinho do Porto.
Ali, conhecendo a história da quinta, passeando pela adega, sala de estágio e garrafeira subterrânea, passeando pelos jardins, chegando a hora do almoço virão os sabores durienses e, de tarde, um passeio pelas vinhas, pelos caminhos e tempo para a contemplação de um cenário indescritível, que em tudo fara sentir parte destas gentes tão genuínas.
O outro dia leva também à descoberta do Douro, mas desta vez pelo rio. “Iremos fazê-lo num barco tradicional do rio Douro (adaptado), um Barco Rabelo, barcos que outrora transportavam as barricas de vinho entre as quintas produtoras e as Caves de Vila Nova de Gaia (Porto)”, explicam os responsáveis da agência. A subida do rio faz-se num dos seus trechos mais bonitos até ao Tua, a bordo de uma embarcação onde não faltará o produto da região: o Vinho do Porto. O almoço é também de produtos locais em estilo ‘pic nic’ nas margens do Douro ou no próprio barco. Para o regresso, e para quem tiver mais espírito de aventura, o programa propõe uma descida do rio em kayak, orientada por profissionais.
Um dos dias é destinado a uma viagem em direção ao Porto, com paragem para almoço na bonita vila de Amarante. Após o almoço pode-se visitar outra quinta produtora de vinho, mas agora de um vinho totalmente diferente, único, apenas produzido em Portugal: o Vinho Verde. A visita é a uma quinta integrada da Rota do Vinho Verde e ali o turista poderá deliciar os sentidos, sentindo o perfume e sabor exclusivo deste vinho, enquanto aprecia a vista deslumbrante sobre as vinhas.
O dia seguinte é destinado à Cidade Invicta e aos seus ‘segredos’, num passeio memorável pelo centro da cidade.
Acompanhado de um guia local, o visitante conhecerá locais imperdíveis, a história, as curiosidades que só os locais conhecem, sem perder os sabores típicos da cidade. Conhecerá a arquitetura de Nicolau Nasoni, como a Torre dos Clérigos; a prestigiada Livraria Lello, que serviu de inspiração a Rowling aos criar a figura de Harry Potter; não perderá a azáfama do tão típico Mercado do Bolhão; uma bica (café) no requintado café Majestic; a descida até à Ribeira através das ruelas da encosta da Sé. e muito mais.
Paro o dia a seguir fica o passeio por outra zona da cidade, desta vez em segway (ou bicicleta): a zona da Foz. Do Castelo do Queijo à Igreja de São Francisco, uma zona já de frente ao Oceano Atlântico. E ao final da tarde não poderá faltar uma ida às Caves de Vinho Porto, onde se envelhece e armazena o vinho produzido nas quintas do Douro e que, noutros tempos viajava até estas Caves em Vila Nova de Gaia nos barcos Rabelos.
Uma visita com direito a prova de Vinho do Porto e jantar numa sala com uma extraordinária vista sobre a cidade do Porto.

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Mario Fazenda

Parabéns ao Mundo Português


Vicentina Coelho

o + importante de tudo é voces publicarem a historia,, e lindo


Alvaro Rodrigues

Bom Dia para todos voces desse Mundo Português. Saudades desse lindo Porto que eu vivi nos meus anos de 50 a 1955. Um grande abraço e continuem mandando lindas fotos.


Maria Aurora Ribeiro

Um domingo maravilhoso para todos nós Portugueses espalhados pelo mundo eu moro no Brasil tenho muita saudade da minha terra natal beijinhos


Maria Isilda Sousa Faria

Muitos saludos aos portugueses pelo mundo fora desde caracas venezuela


Fatima Alves de Andrade

Felicitacoes! Temos que celebrar o que e nosso.


Ailton Aurora Alves

Bom dia e boa tarde para meu Portugal que amo de paixão !!!! muitos beijos para todos os Portugueses


Ayelen De Jesús Correia

Muitos parabéns ao Dr Carlos Morais, pelo trabalho realizado para o benefício da comunidade Português no mundo. Um prazer ter conhecido a o Sr Carlos e tudo o equipe do O Emigrante/ Mundo Português.


Jose Maria Monteiro

11.10.15 - Da cidade de CALW - Alemanha BADEN WURTENBERG Bom dia para todo o Mundo e, um bom Domingo para todos os meus amigos !!!


Armando Figueiredo

Johannesburg, Africa do Sul... Tempo maravilhoso,..um optimo dia pessoal!...


Silvia Leiva

olá! desde Santa Fe, na Argentina,um beijo para todos os portugueses. cá, esperando que a primaveira chegue de verdade :P faz frio ainda!!!!! carinhossss


Isabel Loyola

Parabéns pela página! Sou brasileira de Curitiba e leio-a com imenso prazer.


Maria Esteves?

Desejo a todos os emigrantes portugueses muita sorte e muita saúde


Maria Clara

Obrigada por esta página; pois tudo q diz respeito a Portugal me interessa, pois eu moro no Brasil; um abraço.


Maria Rosa

Muito bom mesmo!!! Meus parabéns a todos, tenham um bom dia.




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