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Esta foi uma imponente fortaleza militar...

31/01/17 REGIONAL Imagem

Não há dúvidas de que o Castelo de Penedono é um monumento de grande beleza, que domina a paisagem do alto dos seus 930 metros, em plena serra de Serigo, na Beira Alta.

A primitiva fortificação de Penedono é referida por volta do ano 930, quando, no âmbito da reconquista cristã da Península Ibérica, a região foi pela primeira vez reconquistada aos muçulmanos, pelo rei de Leão.
O Castelo de Penedono é uma das fortalezas referidas na célebre doação de D. Flâmula (ou Chamôa Rodrigues) ao Mosteiro de Guimarães, em 960: naquela altura era já um local de incontornável importância na defesa e organização da Beira Alta Interior.
O século XI foi um período de avanços e recuos da fronteira cristã e a incerteza atingiu o desertificado território beirão. Penedono e o seu castelo participaram nessas lutas intermináveis mudando frequentemente de mãos, umas vezes ocupados pelas armas cristãs, outras alternando com as tropas islâmicas. A reconquista definitiva deve-se à ação do rei leonês Fernando Magno.
Depois da independência portuguesa, o Castelo de Penedono chamou à atenção de diversos reis por causa dado a sua colocação estratégica: D. Dinis (1279-1325), por exemplo, mandou reforçar as suas defesas em finais do século XIII.
O atual aspeto deste belo castelo, com a sua traça romântica, deverá remontar a finais do século XIV, quando o rei D. Fernando (1367-1383), doou estas terras ao nobre Vasco Fernandes Coutinho, senhor do couto de Leomil, que fez reconstruir o castelo e fez dele a residência da família, tendo sido assim utilizado até finais do século XV.
Tendo falecido na primavera de 1384, sucedeu-o na função o seu filho, Gonçalo Vasques Coutinho. Leal ao partido do Mestre de Avis, foi-lhe confiado, no início de 1385 o encargo de chefiar as forças do Porto que conquistaram o Castelo da Feira.
Posteriormente, distinguiu-se, por mérito, na batalha de Trancoso (maio de 1385), o que lhe valeu a promoção ao posto de marechal.
Acredita-se que no Castelo de Penedono tenham nascido os filhos deste alcaide e, dentre eles, o primogênito, Vasco Fernandes Coutinho, 1º conde de Marialva, que integrou a malfadada expedição a Tânger (1437).
Aliás, os descendentes da família Coutinho notabilizaram-se pelos seus feitos de armas, com realce para Álvaro Gonçalves Coutinho, apelidado de ‘O Magriço’ e um dos doze cavaleiros de Inglaterra que ficaram imortalizados nas estrofes camonianas do Canto VI de Os Lusíadas.
Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a vila recebeu o Foral Novo (1512), o que atesta a sua importância à época.
Foram realizadas novas obras no castelo, para as quais que terá contribuído a influência do 4º conde de Marialva, vedor das obras reais na Beira, cuja filha única, D. Guiomar Coutinho, casou com o infante D. Fernando. Falecendo o conde sem descendência, e sua filha, dois anos depois, também sem descendência, extinguiu-se a família Coutinho.
No século XVII, os domínios de Penedono e seu castelo foram referidos, associados aos Lacerda, que então usavam honoríficamente o título de seus alcaides-mores. O castelo foi visitado pelo historiador, escritor e poeta Alexandre Herculano em 1812, que o descreveu, à época, como já em ruínas.
Abandonado, chegou mesmo a ser proposta a sua demolição, mas o Castelo de Penedono foi defendido por um grupo de cidadãos, a que chamaram “Homens Bons”, e já no século XX, foi classificado como Monumento Nacional, em 1910.
Em 1940, no âmbito das comemorações dos Centenários, promovidas pelo Estado Novo português, o castelo foi alvo de intervenções de consolidação e restauro de panos de muralhas e de torres, parcialmente reconstruídos, a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
Novos trabalhos de restauro realizados em 1943 e em 1953, permitiram que o conjunto chegasse até aos nossos dias relativamente bem conservado.
Este é, sem dúvida, um monumento militar de grande beleza que domina a paisagem do alto dos seus 930 metros, em plena serra de Serigo.

A lenda das duas pedras brancas
Antes da sua reconquista definitiva que se deveu à ação de D. Fernando Magno, o castelo foi pertença de uma bela moura, muito rica. Conta a ‘Lenda das Duas Pedras’ que há duas pedras brancas, relativamente próximas, que se distingue perfeitamente no lado direito da fachada. Estas pedras serão as tampas de duas caixinhas misteriosas, ali deixadas pela bela moura para esconder a sua fortuna.
Para que ninguém lha roubasse, colocou numa caixa todos os seus tesouros e na outra a peste que causaria a morte imediata a quem se atrevesse a abrir-la. Como não se sabia em qual das caixas estava escondido o tesouro, conta a lenda que ninguém até hoje se atreveu a tentar abrir uma das caixas:
é que quem remover a pedra errada libertará a peste que matará todos os habitantes da região...

Os judeus de Penedono
Vila localizada na Beira Alta a 900m de altitude, Penedono envolve este majestoso castelo medieval. À sua sombra existem muitas evidências da presença de cristãos-novos, que vão desde marcas cruciformes dos ombrais das portas a outros elementos arquiteturais.
Embora não esteja provada a existência de um bairro judeu anterior, sabe-se que em 1569 foram iniciados os processos de acusação de judaísmo contra naturais de Penedono. Cristãos-novos de apelidos como Rodrigues, Henriques, Fonseca, Gomes, Lopes e Pinto foram vítimas desses processos.

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Mario Fazenda

Parabéns ao Mundo Português


Vicentina Coelho

o + importante de tudo é voces publicarem a historia,, e lindo


Alvaro Rodrigues

Bom Dia para todos voces desse Mundo Português. Saudades desse lindo Porto que eu vivi nos meus anos de 50 a 1955. Um grande abraço e continuem mandando lindas fotos.


Maria Aurora Ribeiro

Um domingo maravilhoso para todos nós Portugueses espalhados pelo mundo eu moro no Brasil tenho muita saudade da minha terra natal beijinhos


Maria Isilda Sousa Faria

Muitos saludos aos portugueses pelo mundo fora desde caracas venezuela


Fatima Alves de Andrade

Felicitacoes! Temos que celebrar o que e nosso.


Ailton Aurora Alves

Bom dia e boa tarde para meu Portugal que amo de paixão !!!! muitos beijos para todos os Portugueses


Ayelen De Jesús Correia

Muitos parabéns ao Dr Carlos Morais, pelo trabalho realizado para o benefício da comunidade Português no mundo. Um prazer ter conhecido a o Sr Carlos e tudo o equipe do O Emigrante/ Mundo Português.


Jose Maria Monteiro

11.10.15 - Da cidade de CALW - Alemanha BADEN WURTENBERG Bom dia para todo o Mundo e, um bom Domingo para todos os meus amigos !!!


Armando Figueiredo

Johannesburg, Africa do Sul... Tempo maravilhoso,..um optimo dia pessoal!...


Silvia Leiva

olá! desde Santa Fe, na Argentina,um beijo para todos os portugueses. cá, esperando que a primaveira chegue de verdade :P faz frio ainda!!!!! carinhossss


Isabel Loyola

Parabéns pela página! Sou brasileira de Curitiba e leio-a com imenso prazer.


Maria Esteves?

Desejo a todos os emigrantes portugueses muita sorte e muita saúde


Maria Clara

Obrigada por esta página; pois tudo q diz respeito a Portugal me interessa, pois eu moro no Brasil; um abraço.


Maria Rosa

Muito bom mesmo!!! Meus parabéns a todos, tenham um bom dia.




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