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Câmara vai restaurar o Castelo e Paço dos Condes de Ourém

26/10/16 REGIONAL Imagem

O projeto de restauro foi aprovado em reunião de Câmara a 21 de outubro, tendo por base o valor patrimonial, a urgência da conservação e as potencialidades científicas, culturais e turísticas do Castelo e Paço dos Condes de Ourém.

O grupo de trabalho composto por técnicos do Município de Ourém, representantes da Fundação da Casa de Bragança e do Instituto Superior Técnico, em articulação com a Direção Geral do Património Cultural, definiu um programa de intervenção que teve início com uma pesquisa bibliográfica, documental e arqueológica, seguido do diagnóstico dos problemas e plano de recuperação do conjunto monumental.
Para além de obras de conservação do edifício, a intervenção terá também “uma componente de beneficiação das acessibilidades e das condições de ação cultural, de conservação e segurança das pessoas e do monumento”, informa a autarquia numa nota à imprensa.
No castelo, será construído um passadiço de ligação entre a Torre D. Mécia e a Torre Nordeste. Vai ainda ser reposto um passadiço de ligação entre a Torre Central e a Torre Baluarte Nascente. A consolidação dos taludes na encosta sul do Castelo, a melhoria da escadaria que liga o Castelo à Torre Central do Paço dos Condes, a instalação de guardas nos terraços das Torres Baluarte, a instalação de coberturas nas três torres do Castelo e fecho dos vãos e seteiras, a instalação de pavimentos reversíveis no interior da Torre D. Mécia, a pavimentação da Torre do Alcaide, a instalação de infraestruturas elétricas e sistemas de iluminação e a definição de sistemas de drenagem, são outras das obras que integram o plano de recuperação do monumento.
Enquadrado no programa «Reabilitação do Castelo e Paço dos Condes de Ourém», aaprovado pela Direção Geral do Património Cultural a 14 de outubro, o projeto tem um valor estimado de intervenção de 757.910 euros.
O castelo primitivo foi erguido a cerca de 330 metros de altura. Desconhece-se a data precisa da sua fundação, mas sabe-se que já existia no séc. XII, e no recinto foram identificados vestígios do Calcolítico e das Idades do Bronze e do Ferro.
O Paço dos Condes de Ourém foi erguido pelo 4º conde, para nele instalar a sua residência oficial. “Considerado modelo ímpar no país, este monumento nacional é uma excelente demonstração de poder militar, poder económico e de poder simbólico à época”, informa o Museu Municipal de Ourém. É composto por uma torre central, com fins residenciais, e por dois torreões defensivos, situados mais a sul.

Ana Grácio Pinto

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