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Lisboa recebe conferência sobre a ajuda ao desenvolvimento global

20/10/15 ATUALIDADE

A 13 de outubro decorreu, no Museu do Oriente, uma conferência que reuniu diversos oradores em torno das questões do desenvolvimento global. Jorge Sampaio e Ana Paula Laborinho abriram esta sessão, a par com a embaixadora do Ano Europeu para o Desenvolvimento, Cláudia Semedo, o representante do Centro de Desenvolvimento da OCDE, Federico Bonaglia, e o presidente do Conselho de Administração da Fundação Oriente. As Nações Unidas deram o seu contributo através do vídeo de Thomas Gass.

 

A conferência “O desenvolvimento global é realizável?” teve lugar no Museu do Oriente, em Lisboa, no dia 13 de outubro, no âmbito do projeto Conferências de Lisboa, que resulta de um protocolo assinado em outubro de 2013 pelas entidades organizadoras. É uma iniciativa do Ano Europeu para o Desenvolvimento 2015, em parceira com o Instituto Camões, Instituto Marquês de Valle Flor (IMVF), Centro Europeu para a Gestão de Políticas de Desenvolvimento (ECDPM), o Centro de Informação Regional das Nações Unidas (UNRIC) e a Fundação Oriente.
Este projeto visa, de uma forma contínua, estimular o debate em Portugal sobre as questões do desenvolvimento global. O objetivo passa por se conseguir influenciar e moldar a agenda dos decisores políticos e empresariais. O posicionamento internacional destas conferências estabelece-se, em parte, pelo foco nas dinâmicas globais que influenciam modelos e políticas de desenvolvimento e de cooperação.
A conferência teve como oradores convidados Jorge Sampaio - Presidente da República entre 1996 e 2006 - Ana Paula Laborinho - presidente do Instituto Camões -, Carlos Monjardino, -presidente do Conselho de Administração da Fundação Oriente -, entre outros. Estes propuseram-se a analisar os “os objetivos do desenvolvimento sustentável e as implicações da aplicação universal da nova agenda global até 2030, bem como as mais-valias e contradições europeias na promoção do desenvolvimento, tendo em conta os direitos humanos e a coerência entre políticas”, conforme está descrito na página do Museu do Oriente.
À saída da conferência, o ex-Presidente da República Jorge Sampaio e a presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, falaram aos jornalistas sobre os assuntos que tinham sido tratados na conferência e esclareceram, individualmente, os pontos mais relevantes que tinham acabado de ser debatidos.
Jorge Sampaio, quando questionado sobre a eficácia da agenda de 2020 e dos objetivos do milénio, afirmou que “estes não falharam nos últimos 15 anos e que se verificaram progressos muito significativos, nomeadamente na área da saúde, da mortalidade infantil, entre outros”. Acrescentou, ainda, que “ter objetivos concretos permite a sua monotorização, sendo evidente que, agora, há um novo fôlego, e esta abordagem transversal em que os vários elementos que compõem o desenvolvimento sustentável, incluindo a boa governação, constituem-se numa agenda de responsabilidade que exige a colaboração de todos à escala mundial”. Esta estratégia “exige a paz, exige a solidariedade, novos mecanismos de prevenção de conflitos e, naturalmente, tudo aquilo que tem a ver com o desenvolvimento local, regional, à escala mundial. É um grande desafio, e que pressupõe a existência da reforma das Nações Unidas”, referiu o ex-Presidente da República, concluindo que “ainda vivemos num mundo novo e exigente, que nos confronta com a realidade da evolução dos tempos e com a gravidade daquilo que está à nossa volta”.
No que diz respeito à matéria do mecanismo de resposta rápida do Ensino Superior, afirmou ter sido praticamente quem lançou esse mecanismo, e que tem provas dadas da sua necessidade. Defende existir uma fatia significativa do Ensino Superior, dos jovens que estão a meio das suas formações e que vêem as suas universidades destruídas, que têm de fugir e completar a sua formação. Para isto, Jorge Sampaio acredita que “tem de haver esperança que esses jovens um dia possam regressar ao seu país e reconstruí-lo”.
Seguidamente, Ana Paula Laborinho, em resposta à pergunta sobre o impacto que os dois meses sem governo tiveram sobre o Programa Estratégico Operacional “Terra Ranka”, afirmou que o Instituto que preside tem “trabalhado com a sociedade civil e não abrandado o ritmo dos projetos, projetos esses nas diversas áreas em que já atuavam e continuam a atuar”. “Evidentemente que esperamos que haja agora um governo mais estável para que o próprio projeto do governo, o ‘Terra Ranka’, que era um programa de desenvolvimento em várias áreas, e que contava com apoios de vários doadores, possa finalmente ver o seu início para se avançar de uma forma que permita à Guiné-Bissau - que tem um povo fantástico e tem todas as condições para ser um pais estável - finalmente alcançar esse objetivo”, afirmou Ana Paula Laborinho.
Em resposta à prioridade que deve ser assumida pelo governo na agenda do desenvolvimento, e de que forma é que isso vai ser possível, responde que essa matéria é muito desafiante porque não implica só uma ação externa, mas também uma ação interna. “É preciso uma fortíssima coordenação e um forte alinhamento desses objectivos”, refere a representante do Camões, que acredita haver uma sensibilidade por parte dos vários parceiros públicos e privados para exigirem, também, que essa agenda faça a diferença e possa ser coordenada em Portugal. “É uma agenda que tem dimensões internas e externas e exige um grande acção. É uma agenda muito centrada no desenvolvimento sustentável, com uma componente ambiental também muito importante”, acrescentou Ana Paula Laborinho, que acredita que Portugal também conseguirá dar uma resposta interna àquilo que é um grande desafio internacional.
No que diz respeito ao contributo de Portugal para a ajuda ao desenvolvimento, afirmou estarmos “aquém da meta, mas que está em discussão o que será o perímetro da ajuda pública ao desenvolvimento, e que essa é uma discussão que existe no âmbito da OCDE e no âmbito da União Europeia”.
No próximo fim-de-semana haverá reuniões em que estas questões estarão já presentes. A presidente acredita que “essa discussão é fundamental para percebermos o que vai ficar nesse perímetro, e o que é que vamos contabilizar como ajuda pública ao desenvolvimento”. Falou aos jornalistas, ainda, de “um compromisso que Portugal não deixou de assumir, que é ter 0,7% do PIB para a ajuda ao desenvolvimento”, confessando que “condições específicas” tornaram-no um objetivo difícil de alcançar.
Ana Paula Laborinho apontou como razão para este esforço estar “aquém das expectativas” a falta de comparticipação dos estados emergentes: “Nós defendemos que há, hoje, novos posicionamentos. Temos vários partidos emergentes a sul, portanto, a lógica de doadores a norte e beneficiadores a sul tem que mudar”. A presidente do Instituto Camões considerou “impossível deixar de contar com os países emergentes, neste esforço conjunto que tem sido desenvolvido”. Concluiu com um outro objetivo, o planeta: “Não vale a pena erradicarmos a pobreza se não tivermos planeta”.

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Mario Fazenda

Parabéns ao Mundo Português


Vicentina Coelho

o + importante de tudo é voces publicarem a historia,, e lindo


Alvaro Rodrigues

Bom Dia para todos voces desse Mundo Português. Saudades desse lindo Porto que eu vivi nos meus anos de 50 a 1955. Um grande abraço e continuem mandando lindas fotos.


Maria Aurora Ribeiro

Um domingo maravilhoso para todos nós Portugueses espalhados pelo mundo eu moro no Brasil tenho muita saudade da minha terra natal beijinhos


Maria Isilda Sousa Faria

Muitos saludos aos portugueses pelo mundo fora desde caracas venezuela


Fatima Alves de Andrade

Felicitacoes! Temos que celebrar o que e nosso.


Ailton Aurora Alves

Bom dia e boa tarde para meu Portugal que amo de paixão !!!! muitos beijos para todos os Portugueses


Ayelen De Jesús Correia

Muitos parabéns ao Dr Carlos Morais, pelo trabalho realizado para o benefício da comunidade Português no mundo. Um prazer ter conhecido a o Sr Carlos e tudo o equipe do O Emigrante/ Mundo Português.


Jose Maria Monteiro

11.10.15 - Da cidade de CALW - Alemanha BADEN WURTENBERG Bom dia para todo o Mundo e, um bom Domingo para todos os meus amigos !!!


Armando Figueiredo

Johannesburg, Africa do Sul... Tempo maravilhoso,..um optimo dia pessoal!...


Silvia Leiva

olá! desde Santa Fe, na Argentina,um beijo para todos os portugueses. cá, esperando que a primaveira chegue de verdade :P faz frio ainda!!!!! carinhossss


Isabel Loyola

Parabéns pela página! Sou brasileira de Curitiba e leio-a com imenso prazer.


Maria Esteves?

Desejo a todos os emigrantes portugueses muita sorte e muita saúde


Maria Clara

Obrigada por esta página; pois tudo q diz respeito a Portugal me interessa, pois eu moro no Brasil; um abraço.


Maria Rosa

Muito bom mesmo!!! Meus parabéns a todos, tenham um bom dia.




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